sábado, 16 de junho de 2018

O ESPÍRITO DAS COISAS


   Portas que rangem, paredes que estalam, um abajur que se acende sozinho. Se você pensou em assombração pode estar certo ou completamente errado. De minha parte, acredito que as coisas conversam com a gente, querem ter intimidade e articulam uma linguagem própria, como quem quer ser entendido falando do jeito que sabe. 
   Digo isso por causa das coisas que andam conversando comigo. Na verdade, estalos de um aparelho de ar-condicionado que neste frio parece estar exigindo uso. É como se ele perguntasse: “Não vai me usar? Vai me deixar desligado o ano inteiro como se eu fosse sem utilidade?” O velho aparelho parece estar revoltado e eu lhe dou toda razão, se não servir para esquentar pessoas e ambientes no inverno estará condenado a ser um artifício do verão e tenho pra mim que ele quer se manter vivo em todas as estações. 
   No fundo, acredito que as coisas tenham espírito. Uma alminha mecânica ou orgânica que se manifesta criando uma linguagem de ruídos e estalos que nem sempre representam um ser do outro mundo ou uma assombração em nosso quarto. O que pode ter mais intimidade com a gente que a nossa própria cama, onde todas as noites deitamos nosso corpo cansado e centenas de pensamentos no travesseiro? Lá ficam nossa emoções, das mais bonitas – como o amor – às mais feitas, como a inveja e a raiva. Vai ver que essas emoções se ligam aos lençóis, à madeira do criado-mudo que, mais dia menos dia, deixa de ser mudo e começa a devolver pra gente tudo o que depositamos nele, de livros a empurrões. Portanto, cuidados com seus pensamentos, você pode estar ensinando sua cama a ser inquieta, e daí à insônia é um passo. 
   E os armários, então? Quantas coisas eles guardam Desde casacos perfumados no inverno passado a camisetas floridas que formam uma primavera particular, portanto, converse com a primavera de vez em quando e troque cabides de lugar pois eles também se cansam dos “vizinhos”. Neste sentido, tenho a impressão que um dos meus cintos deteta a saia de patchwork que lhe confunde a “visão” , deixa seu olhar estrábico e, por isso, ele escorrega no armário toda vez que abro a porta. Por isso, decedi enrolá-lo como uma cobra solitária e deixá-lo num canto, parece que ele gostou porque nunca mais se manifestou. 
  As coisas dizem quando não suportam um determinado espaço. Panelas que caem dos armários meias que desaparecem, telefones que nunca desligam – embora a gente aperte a tecla correta – são “coisas” falando com a gente. Já abajur que acende sozinho merece atenção especial: ou é nossa consciência se iluminando ou é um fantasma mesmo que vem conversar na sua linguagem de sinais. Claro que prefiro considerar a primeira possibilidade. 
   Quando não sabemos nomear ou identificar um fenômeno dizemos: “aconteceu uma coisa”. Porque coisa serve para tudo, nos dicionários Houiss e Aurélio o verbete se aplica a mais de quarenta significados: podemos dizer “que coisa feita” ou “coisa do outro mundo”. Por isso tomei a palavra emprestada para dar sentido a tudo que estala no meu quarto fora de hora. Os assombrados sempre vaticinaram: “é um fantasma”. As pessoas que aliviam nossa barra ou também morrem de medo da “coisa” dizem: “não é nada, não”. Embora o nada se manifeste sempre de madrugada. Prefiro apostar no “espírito das coisas” que também pode ser meu pensamento animando objetos inanimados. Porque nosso pensamento voa. É um tipo de viajante que nos devolve aos medos da infância ou cruza o oceano indo parar na América. Neste caso, podemos até ouvir a voz Frank Sinatra saindo de um velho rádio cantando “New Yorrk, New York” sem que ninguém o tenha ligado. Mas se isso acontecer às 4 da madrugada saio gritando. Para mim bastam uns estalinhos que não se parece com nada e posso classificar como o tipo de “coisa” que é melhor deixar para lá. (FONTE: Texto publicado na edição do dia 12 de junho de 2016 – A jornalista CÉLIA MUSILLI, está de férias, página 2, caderno FOLHA 2, espaço coluna CÉLIA MUSILLI, 16 e 17 de junho de 2018, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA).

terça-feira, 12 de junho de 2018

QUEM FAZ TODAS ESTAS COISAS,?


   Quem, todas as manhãs, acende a luz do sol e a apaga à noite, porque é hora de dormir e seja confortador o descanso, e assim possamos viajar pela imensidão do espaço e revisitar os lugares de nossas reminiscências? Quem aciona o mecanismo cósmico e permite que tudo gire com precisão e em perfeita harmonia? Quem nos conduz ao misterioso universo dos sonhos? Quem nos dá o dom de ver, de falar, de ouvir e de sentir? Quem nos possibilita o movimento de nossos passos, de nossos braços e abraços e de nossas mãos? Quem nos habilita a descobrir nossas faculdades de, pela inteligência, construir expansões de nós mesmos como a pá, o machado e todas as ferramentas, descobertas e inventos para edificar nosso abrigo, nos movermos com mais velocidade e assim tornar mais leve a existência terrena? 
   Quem cobre de lã a ovelha para que, sem molestá-la, ela os sirva para tecermos o cobertor? Quem nos permite discernir o bem do mal e nos dá o dom de perdoar? Quem nos preenche de energia vital para sustentar e mover nossa estrutura física e realizar obras de sustentação e felicidade de nossa existência, dos nossos dependentes e, por extensão, de toda a humanidade? Quem, pela sua misericórdia nos possibilita exercer as caminhadas de vindas do plano mais elevado para este ponto terreno, os retornos e outras vindas e assim sucessivamente, tantas vezes quantas forem necessárias, para reparar danos praticados, concluir obras inacabadas e ir subindo os degraus da perfeição? 
   Quem coloca o som musical nos instrumentos e nos permite extraí-los de lá, para deleite da alma? Quem coloca no cálice sagrado das mães humanas e das mães de todos os seres vivos a semente do corpo físico, para abrigo da alma ou princípios vitais subjacentes? Quem, em sua alquimia, nos proporciona a exata e suportável temperatura de nosso corpo, do de todos os seres vivos e das plantas? E os mesmos nutrientes dos alimentos, servindo a todos? Quem nos dá o livre-arbítrio para dele usufruir, criar e recriar? Quem nos dá a faculdade do discernimento e as porções da virtude para o exercício da fraternidade? Quem instalou em nós o sensor que nos conecta com algo superior, que não conhecemos na plenitude mas intuímos na profundeza do nosso instinto como a Mente Divina e a sentimos pulsar fortemente em nós? Quem nos possibilita nutrir as esperanças? 
   Quem coloca dentro da cana a doçura? Quem, no nascimento de um novo ser, abastece de leite a mãe e permite que o ser que ela emergiu o encontre instintivamente? Quem prudentemente coloca dentro da fruta a semente, e dentro dela a fruta potencial, para possibilitar a infinita reprodução? Quem coloca dentro do ovo a ave e dentro da ave o ovo? Quem produz, cada qual segundo sua espécie os corpos de todos os seres viventes com a sua corresponde função e utilidade? Quem nos dá a mente de pensar e o coração de amar? Quem coloca dentro de nós o discípulo e o mestre? Quem nos proporciona na casa do Pai muitas moradas, que elas são para nós e que não estamos sós no Universo? 
   É certamente um ser compassivo e sábio, generoso e bom, quem nos disponibiliza graciosamente todas estas dádivas, e isto induz a nos prostrarmos diante dele em gratidão e reverência. (FONTE: WALMOR MACARINI, jornalista em Londrina, pagina 2, coluna ESPAÇO ABERTO, terça-feira, 12 de junho de 2018. Publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA. * Os artigos devem conter dados do autor e ter no máximo 3.800 caracteres e no mínimo 1.500 caracteres. Os artigos publicados não refletem necessariamente a opinião do jornal. E-mail: opinião@folhadelondrina.com.br).

O PERIGO DENTRO DE NÓS


   Com a paralisação dos caminhoneiros que se deu recentemente a ração para alimentar frangos e porcos nos criadouros ficaram suspensas e se observou que os animais, após poucos dias sem alimento, estavam praticando canibalismo. Segundo os especialistas é um comportamento natural quando os animais se veem sem nutrientes e confinados em espaços pequenos. Também vimos cenas de violência entre pessoas. Não se chegou ao canibalismo, mas mostra o quanto a violência é algo inerente aos animais dos quais somos parte. 
   Pessoas furando filas, abusando de preços, espalhando boatos catastróficos, roubando combustível, etc. puderam ser vistos ao longo da paralisação. Todavia, mesmo sem paralisações a gente vê esses comportamentos e outros até piores acontecendo por aí. Somos muito mais bestiais do que gostaríamos de admitir e a organização da sociedade está sempre correndo riscos de desmoronar para abrir espaço para a besta em cada um de nós. 
   No clássico texto de Freud “Mal Estar na Civilização”, escrito na véspera da queda da bolsa de Nova York em 1929, fala-se o quão tênue é a linha que separa o indivíduo da barbárie. Para funcionar uma sociedade minimamente organizada se necessita lidar com impulsos muito fortes como a agressividade. Não se pode forçar o outro ao sexo, à morte, roubar porque tudo isso seria a lei do mais forte que propaga cada vez mais violência. Faz-se necessário reprimir alguns instintos para um grupo organizado existir. Porém a vontade de fazer tudo o que se quer, na hora que se quer está latente em nós e pode irromper à superfície facilmente. 
   O que nos impede de cair na barbárie é a mente. Quando se há uma mente desenvolvida podemos lidar com nossos impulsos de maneira mais eficiente e pensar sobre nossas ações. Com a existência de uma mente não ficamos tão vulneráveis e submetidos aos impulsos de forma a atuá-los. Reagir aos impulsos é fácil e rápido. Não dá trabalho. Por outro lado responder aos impulsos requer uma mente pois demanda entrar em contato com os instintos mais primitivos e pensar sore eles e não simplesmente agir. 
   Nos momentos de crise a gente vê nitidamente as pessoas agindo sem mente. Contudo quero chamar atenção para os momentos onde não há uma crise tão clara e mesmo assim a gente vê pessoas agindo sem a menor existência da mente: grupos pedindo a volta da ditadura militar, grupos elegendo outros grupos como inimigos a ser destruídos, pessoas roubando, mentindo, manipulando dentro dos governos, das empresas, nas ruas e até nas famílias. Estamos nos canibalizando. 
   Não se trata apenas de políticos honestos, de política eficiente, de sistema jurídico justo. É falta de mente. Muito a gente valoriza externamente como status, fortuna, títulos acadêmicos, mas pouco se valoriza de crescimento emocional. Este não promove curtidas nas redes sociais nem geral selfies. O único modo de se lidar com essa vida sendo humano é construindo uma mente. Ela é o nosso melhor é único recurso para lidar com as dores e adversidades que encontramos. Não é um política, nem religião e nem uma teoria que vai nos dar uma mente. Ela não é dada, mas só pode ser desenvolvida por cada um. É um trabalho pessoal e intransferível. O que pode nos dar uma mente é a consciência de saber que somos responsáveis pelas nossas vidas e pelo o que construímos. Não somos apenas vítimas de tudo o que acontece, mas também criadores. Muito das nossas misérias nós criamos por falta de mente. (FONTE: SYLVIO DO AMARAL SCHREINER, (psicoterapeuta) – Londrina, página 2, coluna ESPAÇO ABERTO, terça-feira, 12 de junho de 2018, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA. * Os artigos devem conter dados do autor e ter no mínimo 3.800 caracteres e no mínimo 1.500 caracteres. Os artigos publicados não refletem necessariamente a opinião do jornal. E-mail: opinião@folhadelondrina.com.br).

quinta-feira, 19 de abril de 2018

O HOMEM MAIS FELIZ DA HISTÓRIA - Prefácio escrito pelo autor.


    O homem mais feliz da história é um romance psiquiátrico e psicológico protagonizado pelo psiquiatra Marco Polo, um pensador ateu e mundialmente reconhecido que ousa estudar as faces complexas da mente de Jesus sob o ângulo da ciência. Ele conclui que tanto as universidades quanto todas as religiões falharam em não estudar sua personalidade, desvendando um Jesus muito diferente do que foi filmado, pintado ou descrito por teólogos. Descobre que ele foi o Mestre dos mestres, o carpinteiro da emoção, um ser humano superinteligente, superfeliz, superalegre, supersociável. 
   Neste livro, o pensador da psiquiatria procura desvendar os misteriosos códigos da felicidade contidos no mais famoso discurso de Jesus: O Sermão da Montanha. Pouco a pouco Marco Polo fica perplexo, atônito, deslumbrado! Nunca um ateu tão crítico se abalou tanto. Ao mesmo tempo que fica fascinado com suas descobertas, ele sofre uma perseguição implacável. Forças ocultas querem, dia e noite, silenciar a voz de Março Polo.
    Para o complexo homem Jesus, ser feliz não era estar alegre sempre, mas se reinventar na dor; não era ficar imune aos vales das frustrações, mas gerenciar seus pensamentos; não era deixar de atravessar crises, mas escrever os capítulos mais importantes da vida nos momentos mais difíceis de sua história. 
    O que você faz com suas dores e frustrações? A educação moderna forma mentes frágeis, que não sabem chorar, se reinventar, reciclar sua ansiedade, ter autocontrole. Mas o homem mais feliz da história formava mentes saudáveis, livres, resilientes, emocionalmente protegidas. 
    O homem mais feliz da história é a continuação da saga que começou com O homem mais inteligente da história, mas os livros podem ser lidos separadamente, sem nenhum prejuízo para o leitor. O próximo livro da série se chamará O maior líder da história. Diretores de cinema estão interessados em transformar essa saga num seriado. 
    A grande maioria das pessoas em todo o mundo falhou em desvendar os códigos da felicidade. Ricos quiseram comprar a felicidade com seu dinheiro, mas ela bradou-lhes: “Não estou à venda”. Celebridades quiseram seduzi-las com sua fama, mas ela soprou-lhes ao ouvido: “Me encontro nas coisas simples e anônimas”. Generais quiseram dominá-la com suas armas, mas ela expressou categoricamente: “Sou indomável”. Jovens quiseram captura-la com o prazer rápido, mas ela, sem meias palavras, proclamou: “ Sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, e disciplina sem sonhos produz pessoas fracassadas”. Os seres humanos sempre procuram a felicidade como o sedento procura a água, como o ofegante busca o ar, como cientista explora o desconhecido, mas muitos deles morreram como mendigos emocionais, ainda que tenham morado em belas residências. 
    Quem poderia imaginar que Jesus ensinava gestão da emoção, o treinamento dos treinamentos, para os humanos serem felizes? Quem poderia imaginar que ele chamou alunos que só lhe davam dores de cabeça, como o ansioso Pedro, o instável João, o paranoico Tomé, o corrupto Mateus, para esvaziarem seus egos, serem empáticos, líderes de si mesmos e pacificadores da própria mente e da dos outros? 
    Marco Polo se convence de que bilhões de pessoas que admiram Jesus desconhecem as ferramentas de gestão da emoção que ele amplamente usou. Milhões são infelizes e adoecem emocionalmente com facilidade. Ei fiquei abalado com todas essas descobertas. Elas são tão sofisticadas que as escrevi em forma de romance, para melhor explicá-las. Espero que você se surpreenda também. –AUGUSTO CURY. (FONTE:
Páginas 7 e 8 do livro O HOMEM MAIS FELIZ DA HISTÓRIA, autor: AUGUSTO CURY, Editora Sextante, ano 2017).

domingo, 18 de março de 2018

UM HOMEM DA VASTIDÃO DO FUTURO


   Stephen Hawking morreu na última quarta-feira (14) e, em todo mundo, as pessoas se sentiram órfãs de conhecimento. Ele era o físico que decifrava coisas que pareciam insondáveis, como os buracos negros e as teorias apaixonantes sobre o espaço-tempo que lhe valeram fama. 
   Tudo na vida de Hawking, além de ciência pura, parecia envolto numa espécie de magia ou jogo de coincidências: nasceu em 8 de janeiro de 1942, mesma data de Galileu Galilei, só que 300 anos depois. Morreu na mesma data de nascimento de Einstein (14 de março), dando pistas que as genialidades também se encontram no tempo, pelo menos, neste tempo que criamos a partir de calendários. Mas as teorias de Hawking dão conta de que o tempo é outro e funciona num movimento circular que poderia nos levar ao passado e ao futuro. 
   Para demonstrar isso, ele usava não apenas a ciência, como também o humor. Em 2009, organizou uma festa na universidade de Cambridge, no Reino Unido, pondo os convites a circular só após o seu término. Numa brincadeira inspirada, pendurou balões e arrumou a mesa com aperitivos e champanhe – sua bebida preferida – à espera dos convidados que não apareceram, claro, porque os convites só chegariam depois. Sobre o episódio, disse que a festa tinha sido organizada para “viajantes do tempo” e que, numa data futura, as pessoas receberiam o convite do que já foi. 
   Hawking tratou da ideia de viajar no tempo em suas pesquisas, abordando Cronos, como um deus circular, se quisermos apelar para a mitologia grega que sempre respeitou este senhor que comanda o passado, o presente e o futuro, talvez não da forma como imaginamos. A série “Outlander”, que assisto na Netflix, trata deste fenômeno sobre o ponto de vista de uma ficção que também vem do Reino Unido, origem de Hawking: uma enfermeira que serviu na Segunda Guerra, toca as pedras deixadas pelos druidas nas Terras Altas, ou Escócia, e escorrega retroativamente para o século 18, onde vive uma porção de aventuras que me deixam encalifada. 
   Hawking foi o gênio que, a exemplo de Galileu e Einstein, nos deu a oportunidade de pensar acerca do universo e seu movimento ainda inescrutável sob tantas lógicas. Além disso, por sofrer de esclerose lateral amiotrófica (ELA) – doença degenerativa que imobilizou aos poucos todos os seus músculos, sem afetar sua mente brilhante – deu um exemplo raro de resistência, continuando suas pesquisas, apesar da falta de saúde plena, até morrer aos 76 anos, quando a medicina não lhe dava mais do que dois anos de sobrevida nos anos 60. 
   Com a morte de Hawking perdemos mais que uma mente brilhante, perdemos o exemplo de um homem que definhou a olhos vistos e se tornou uma celebridade à revelia de todos os desafios físicos que o levaram a se comunicar apenas com os olhos, emitindo sinais que um computador transformava em voz eletrônica. Seus ensinamentos e sua capacidade de desvendar o universo, a partir de uma cadeira de rodas e da tecnologia, decerto serão um exemplo que viajará no tempo. Dificilmente teremos outro gênio com tantos infortúnios e tanta sensibilidade para superá-las, criando um modo de viver que nos desconcerta num espectro de problemas mínimos que nos faz lamentar e sofrer por coisas ridículas. Hawking não desafiou apenas a natureza, desafiou a morte vivendo além do tempo que os médicos lhe ditaram como “possível”. Talvez porque se esqueceram que estavam tratando de um ser humano que acreditava em todas as possibilidades para compreender e desvendar o universo, superando cercadinhos do pensamento e dando como exemplo a sua própria vida. Desde sempre, Hawking não foi um homem das limitações do presente, mas da vastidão do futuro. (FONTE: Crônica escrita por CÉLIA MUSILLI, celia.musilli@gmail.com caderno FOLHA 2,  página 2, coluna CÉLIA MUSILLI, 17 e 18 de março de 2018, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA).

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Comentários

Wanda Cobo

"Maravilha meu amigo, continue nos deliciando com suas ideias." W.D Londrina-Pr


Adilson Silva

Olá Professor José Roberto, Parabéns pelas excelentes matérias , muito bom conhecimento para todos. muita paz e fraternidade. Londrina-Pr

Marcos Vitor Piter

Excelentes e Sabias palavras parabéns Professor um Abraço dos Amigos de Arapongas - PR.

João Costa

Meus parabéns por vc e por tudo que pude ler continue levando este conhecimento p/ todos. Forte abraço! João Batista.
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Meu amigo continue contribuindo com a sua sabedoria. Forte abraço... João Batista 31/10/2013
Daiane C M Santos
Parabéns, muito criativo e inteligente!
Zeze Baladelli
Oi meu amigo,entrei seu blog,parabéns querido,voce é um gentleman,um grande amigo e muito inteligente,desejo que Deus te abençoe mais e mais...super beijo...



MARINA SIMÕES

Caro amigo Roberto, muito obrigada por suas sábias e verdadeiras palavras. Como é bom encontrarmos no nosso dia adia pessoas que comungam nossas idéias, nossas críticas, ou mesmo comentário sobre determinados assuntos. Eu procuro escrever e mostrar mensagens de
fé, de esperança, ou mesmo um alento carinhoso para nós que vivemos um mundo tão cruel, egoísta e caótico. Estou tentando escrever um comentário sobre seus textos. Parabéns, eu os tenho como que a "arquitetura" com as palavras. É um estilo totalmente seu, e meu amigo é simplesmente estimulante. Ele nos faz pensar e isto é muito bom. Um grande abraço. Marina.



JOÃO RENATO
Aqui estou eu novamente é impossivel não entrar aqui para vê estas maravilha por vc postada. Forte abraço do seu amigo hoje e sempre...........

ADALGISA
Parabéns! meu amigo querido!!!Adorei seu blog, mensagens lindas e suaves como a tua persoalidade e seu jeito de ser!!!Abraços e beijos.
TIAGO ROBERTO FIGUEIREDO
Parabéns professor José Roberto seu blog está divino..abs !
JAIRO FERNANDES
Olá, Querido Professor José Roberto! Fiquei muito emocionado com suas mensagens postadas, gostaria muito de revê-lo novamente após muitos anos, você fora meu professor e tenho muita saudade, gostaria que enviasse-me o seu endereço.ʺ Deus te ilumine sempreʺ Pois fazes parte de minha história de vida.
ALICE MARIA
Oi tio.Muito lindo seu cantinho na internet. Tô de olho. Lembro também de algumas coisas lá da Serra, principalmente da venda do vô Rubens. Beijo ,Alice Maria.

WANDA COBO

WANDA COBO

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