Para quem deseja trabalhar em cruzeiros marítimos, o momento é favorável
com a previsão de abertura de mais de duas mil vagas para brasileiros.
“ Uma experiência incrível “ –
responde Jaqueline Proença de Oliveira, de 27 anos, quando questionada sobre a
expectativa de embarcar em breve em um cruzeiro marítimo. Ao contrário de
muitos turistas, Jaqueline não vai a passeio, mas a trabalho. Ela é uma entre
milhares de brasileiros que estão de olho nas oportunidades de emprego em
alto-mar.
E o momento é oportuno, pois a temporada 2015/2016 começará em novembro e contará com dez navios no litoral do País até meio do ano que vem, segundo a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos – Clia Abremar Brasil.
Pela legislação nacional de cabotagem, o Ministério do Trabalho determina que os navios que permaneçam mais de 45 dias na costa brasileira, preencham um mínimo de 25% de suas vagas com tripulação local.
E a previsão é de que sejam geradas até o fim do ano, mais de 2.300 oportunidades para os brasileiros. Como a de Jaqueline, que só está aguardando para estar a bordo de um navio, onde permanecerá durante oito meses.
Ela ainda não sabe o roteiro, pois essa informação é divulgada juntamente com a data para o embarque, que segundo ela, deve acontecer nas próximas semanas. Jaqueline é formada em Comunicação Social , mas atuará no departamento de restaurante, como assistant waiter (assistente de garçom).
De acordo com Luiz Trindade, sócio-diretor do Portside, agência de recrutamento para cruzeiros marítimos, as vagas mais disponibilizadas pelas operadoras são no setor de restaurante e housekeeping
E o momento é oportuno, pois a temporada 2015/2016 começará em novembro e contará com dez navios no litoral do País até meio do ano que vem, segundo a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos – Clia Abremar Brasil.
Pela legislação nacional de cabotagem, o Ministério do Trabalho determina que os navios que permaneçam mais de 45 dias na costa brasileira, preencham um mínimo de 25% de suas vagas com tripulação local.
E a previsão é de que sejam geradas até o fim do ano, mais de 2.300 oportunidades para os brasileiros. Como a de Jaqueline, que só está aguardando para estar a bordo de um navio, onde permanecerá durante oito meses.
Ela ainda não sabe o roteiro, pois essa informação é divulgada juntamente com a data para o embarque, que segundo ela, deve acontecer nas próximas semanas. Jaqueline é formada em Comunicação Social , mas atuará no departamento de restaurante, como assistant waiter (assistente de garçom).
De acordo com Luiz Trindade, sócio-diretor do Portside, agência de recrutamento para cruzeiros marítimos, as vagas mais disponibilizadas pelas operadoras são no setor de restaurante e housekeeping
BOAS OPORTUNIDADES VERSUS TRABALHO EXAUSTIVO
Aos 30 anso, Samuel Tomé Rias pode dizer com orgulho que já conheceu
58 países e, hoje, consegue se comunicar em diferentes línguas sem ter
frequentado cursos de idiomas.
Como ele conseguiu esse feito? A resposta é trabalhando. Durante três anos, Rias se dedicou ao cargo de bartender em várias companhias de cruzeiros marítimos. Seu último desembarque aconteceu em novembro de 2011, mas “ a rotina a bordo de um navio ainda deixa saudades “, segundo ele.
Formado em Turismo e Hotelaria, Rias sempre soube das oportunidades em alto-mar e em 2008 decidiu embarcar em uma aventura profissional. “ Tem mais prós do que contras. Os ganhos geralmente são bons porque são em euro ou dólar, além disso conhecemos diferentes países e trabalhamos com pessoas de quase 40 nacionalidades . No entanto, trabalha-se muito “, conta ele, que já chegou a trabalhar em turnos de 15 horas diárias.
“ Já tive colegas brasileiros que desistiram no meio do trabalho justamente pela carga exaustiva e pressão. Não é para todo mundo , tem que ter foco e dedicação. Além disso, ficamos muito tempo longe de casa, da família e nem sempre dá para falar por telefone ou mensagem porque é tudo muito corrido, mas no fim das contas vale o esforço e sacrifício”, completa.
Luiz Trindade, da Agência Portside, explica que os navios costumam navegar à noite e param durante o dia, onde o tripulante que estiver em horário de folga, pode descer para conhecer o destino.
Trindade doi tripulante durante seis anos e compartilha da mesma ideia de Rias, de que as vantagens se sobressaem ao trabalho pesado. “ É uma experiência para a vida toda e não só para o currículo. A cada ano mais pessoas têm procurado essas vagas porque é uma forma de agregar oportunidades com o trabalho. E com essa alta do dólar, o salário também tem sido um grande atrativo “, afirma.
Ainda de acordo com ele, o salário pode variar entre US$ 600 a US$ 1,8 mil, dependendo do cargo. Considerando a cotação do dólar que vem flutuando em média no valor de R$ 4, os vencimentos podem girar entre R$ 2,4 mil e R$ 7,2 mil. “ Essa é uma base com relação às vagas que trabalhamos , mas vale ressaltar que existe a possibilidade de crescimento dentro do navio , ou seja, evoluir para cargos que tenham maior remuneração”, conclui. (M. O.)
Como ele conseguiu esse feito? A resposta é trabalhando. Durante três anos, Rias se dedicou ao cargo de bartender em várias companhias de cruzeiros marítimos. Seu último desembarque aconteceu em novembro de 2011, mas “ a rotina a bordo de um navio ainda deixa saudades “, segundo ele.
Formado em Turismo e Hotelaria, Rias sempre soube das oportunidades em alto-mar e em 2008 decidiu embarcar em uma aventura profissional. “ Tem mais prós do que contras. Os ganhos geralmente são bons porque são em euro ou dólar, além disso conhecemos diferentes países e trabalhamos com pessoas de quase 40 nacionalidades . No entanto, trabalha-se muito “, conta ele, que já chegou a trabalhar em turnos de 15 horas diárias.
“ Já tive colegas brasileiros que desistiram no meio do trabalho justamente pela carga exaustiva e pressão. Não é para todo mundo , tem que ter foco e dedicação. Além disso, ficamos muito tempo longe de casa, da família e nem sempre dá para falar por telefone ou mensagem porque é tudo muito corrido, mas no fim das contas vale o esforço e sacrifício”, completa.
Luiz Trindade, da Agência Portside, explica que os navios costumam navegar à noite e param durante o dia, onde o tripulante que estiver em horário de folga, pode descer para conhecer o destino.
Trindade doi tripulante durante seis anos e compartilha da mesma ideia de Rias, de que as vantagens se sobressaem ao trabalho pesado. “ É uma experiência para a vida toda e não só para o currículo. A cada ano mais pessoas têm procurado essas vagas porque é uma forma de agregar oportunidades com o trabalho. E com essa alta do dólar, o salário também tem sido um grande atrativo “, afirma.
Ainda de acordo com ele, o salário pode variar entre US$ 600 a US$ 1,8 mil, dependendo do cargo. Considerando a cotação do dólar que vem flutuando em média no valor de R$ 4, os vencimentos podem girar entre R$ 2,4 mil e R$ 7,2 mil. “ Essa é uma base com relação às vagas que trabalhamos , mas vale ressaltar que existe a possibilidade de crescimento dentro do navio , ou seja, evoluir para cargos que tenham maior remuneração”, conclui. (M. O.)
DICAS
Quer trabalhar em um cruzeiro marítimo? Veja alguns passos
- Os interessados devem fazer um cadastro no site da agência que tem
parceria coma companhia que está contratando.
- Após uma avaliação de perfil ,o candidato será selecionado para a primeira entrevista, que geralmente ocorre via Skype.
- Os pré-requisitos são: inglês em nível intermediário, ter acima de 18 anos e experiência na área.
- Ao ser pré-selecionado, o candidato deverá enviar toda a documentação necessária para participar de uma entrevista final com o contratante. Dependendo do cargo, ela será presencial.
- Além de documentos como passaporte, carteira de vacinação e antecedentes criminais, é necessária a habilitação da Marinha do Brasil, que inclui a participação de dois cursos. Ambos são pagos, válidos por cinco anos e ministrados por empresas homologadas pela Marinha, presentes em alguns estados brasileiros. O processo é rápido, podendo levar entre duas a três semanas, do cadastro à entrevista com a companhia. ( Folha Arte. MICAELA ORIKASA – REPORTAGEM LOCAL, Folha Empregos & Concursos, segunda-feira, 5 de outubro de 2015, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA ).
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