quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

EDUCAÇÃO DOS SONHOS




     Sentado e a folhear as extensas páginas de um jornal diário, sou, automaticamente, levado a relembrar do meu  mais recente sonho.  Em poucas horas,  visitei uma civilização onde a educação não era apenas uma prioridade, mas o bem mais precioso. Lá os índices de analfabetismo  beiravam  a zero, pagar para ter um ensino de qualidade era considerado crime. Ali, pude conhecer estudantes realmente conscientes, pois o principal objetivo girava em torno de uma formação  crítica.
     Eu estava em uma cidade em  que sempre imaginei, porém nunca, até o momento tivera a oportunidade de conhecer. Lembro que senti uma emoção inesquecível ao descobrir tamanha a qualidade do ensino. Via de longe o sorriso dos professores, que denunciavam a satisfação ao serem respeitados e valorizados por seu trabalho. Os estudantes acompanhavam vidrados cada palavra pronunciada por seu mestre que, como João-de-barro, que aos poucos vão construindo sua morada, ele, por meio do conhecimento, ia formando verdadeiros cidadãos.
     Diante daquela realidade, pude deduzir que, naquela civilização, jamais existiu greves de professores, insatisfação salarial, corte de recursos da educação. A palavra cotas tinha sido extinguida do vocabulário há muitos anos, pois os estudantes pobres, negros, ricos, tinham a mesma qualidade de ensino.
     Em frente às páginas do jornal, o meu sonho é  contaminado pelas mais recentes notícias dos descasos não só com a educação, mas também com professores e funcionários. É inacreditável que esses funcionários tenham de fazer uso de greves e de manifestações para exigir o que devem receber por direito. Fecho as páginas do periódico  com ódio, ressentimento e com verdadeiro desconforto; no entanto, carregando, no mais fundo do  meu ser, a esperança da renovação, torcendo para que a cidade que um dia visitei, em sonho, torne-se a minha, a sua, a nossa realidade. ( Texto escrito por LEANDRO BRITO, estudante de jornalismo em Londrina, publicado no caderno FOLHA 2, pág 3, espaço CRÔNICA, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA, quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015).
              

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

MEUS DESABAFOS



Tenho muita vontade de “desabafar, daí o título do blog. Mas penso na inutilidade dos mesmos. São por demais pessoais. Dada minha condição de “recluso” por não poder caminhar livremente sem as bengalas e, ainda mais, sem quase levantar con seguir levantar os pés por  causa da calcificação, abandono a idéia. Quero dizer, não o faço, mas ela- a vontade -  continua me perturbando.   Ao receber visitas em minha casa,  procuro ser otimista e passar a imagem de alguém “esperançoso”, como eu era mesmo na época em que escrevi “Januária de Londrina”.  Ninguém é de ferro, né! Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, não obstante reconheço minha culpa, por haver me abandonado. Cansei de ir a médicos e nada ficar resolvido. Vão deixando pra depois- alguns- outros alegam não há  recursos aqui em Londrina, alguns dizem que se eu comprasse as próteses eles me operariam na hora. Cadê nossa dignidade?  E a calcificação óssea continuando, já com as vértebras  da coluna  “coladas” impedindo-me de até me virar na cama. Não é fácil viver assim. Louvo a Deus ao olhar para trás e ver situações bem mais complicadas.  Mas uma pequena “chama de esperança” jaz  latente. Cofio em Deus porque nEle creio. Preciso criar vergonha na cara, ter mais humildade para me expor, e ir à luta. Só que meu mundo interior é muito bonito.Muito diferente de minha aparência física.  Vejo a vida por um prisma  que compensa as deficiências. Sou estimado e até “paquerado no sentido de ter sempre alguém querendo  me ajudar” como me disse uma amiga.Isto é ótimo , porém reconheço que também  me faz “ acomodar”  Fico constrangido por não postar com freqüência relativa algo pessoal em meu blog.  Já agradeci as visitas e vou prometer mais uma vez  deixar algo meu, mesmo que seja uma “coisa boba e se nada a compensar como este”.Obrigado mesmo! Quem sabe este 2015 seja o ano tão esperado para a solução acima exposta. Vou reagir. Torçam por mim.

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

A FÉ NO SEU LUGAR



     12 de fevereiro  é considerado o Dia do Orgulho Ateu, nem sabia que existia esta data escolhida em homenagem a Charles Darwin , que nasceu neste dia. Não sou atéia, aliás, a minha crença é uma galeria panteísta – mas prefiro os ateus a Bolsonaros,  Felicianos  e Eduardos Cunha que hoje infestam o Congresso com preconceitos que parecem de origem religiosa, mas acho que não passam de limitação mesmo. Um fato importante sobre o movimento ateu é que ele luta pelo Estado laico, bandeira que em tempos conturbados serve de ponto de reflexão num mundo tomado por “estados islâmicos” que subtraem de Deus o que ele pode oferecer de melhor: o amor a todas as criaturas, que partilham ou não das mesmas crenças. A idéia de fé perde o valor se não houver amor, como ensinou São Francisco de Assis.
     Não aprecio muito esta história de datas, mas o Dia do Orgulho Ateu foi propício às pessoas se manifestarem contra o preconceito que sofre também quem não acredita em Deus.  Eu, como disse, tenho alma panteísta, acredito que os deuses se adaptam às culturas ou vice-versa. Tudo tem valor se for para reforçar tão somente o sentido de “humanidade”. De manhã, sou xintoísta, acordo em reverência total à natureza – à tarde, no intuito de perdoar as contrariedades, me torno cristã. À noite, sou tomada por compaixão budista depois de observar as falhas humanas. Minha fé é pluralista. Acham também que eu iria perder toda beleza e a bênção dos orixás?
     O Brasil tem 0,39% de ateus e agnósticos, segundo o censo de 2010 do IBGE. Eles reivindicam um feriado no calendário, o Dia do Ateu, porque se sentem discriminados  e querem sair do armário. Sim, há quem faça cara feia quando alguém declara que não acredita em Deus. Engraçado que não tem a mesma reação se alguém declara que não acredita no diabo.  Esta turma não compreende a dinâmica do pensamento dialético
     Falar sobre Deus e as religiões é tocar numa teia delicadíssima, mas acho importante como exercício filosófico. Pessoas livres não se esquivam de pensar sobre nada, não será com a repressão ao pensamento que ele irá evoluir. Então, acredito que é importante pensar sobre tudo, ainda que isso ameace os que não conseguem  pensar “fora da caixinha”. Uma onda de pânico se levanta quando a gente toca em determinados assuntos, pânico e resistência, com cada um defendendo aquilo que precisa acreditar.  Acredito mesmo que a fé é um pilar que sustenta  as pessoas. Mexer nessa estrutura é sempre  um risco, mas nada evolui sem ousadia.
     O filósofo americano Michael Largo, autor de “Lunáticos por Deus” (editora  Lafonte), participou de cultos e freqüentou todos os tipos de religião. Concluiu que a idéia das religiões teve origem no medo da morte. Na Antiguidade, a mortalidade era muito precoce, houve épocas em que as pessoas morriam em torno dos 18 anos, os parentes olhavam o corpo sem vida e perguntavam: “para onde vai este ser querido?” Criaram-se assim os cultos da morte – que derivariam para as religiões – como forma de consolação.
     Na verdade, não há como negar a idéia de que Deus  conforta, o que não é suficiente para convertê-la numa espécie de tabu. Há medidas para tudo, de valores e crenças até torcida de futebol. Cada um abraça a fé conforme as  necessidades. Talvez minha coerência seja manter a dúvida até o fim. Intrigante é saber que Charles Darwin, que revolucionou o cristianismo opondo-a ao princípio da evolução das espécies, tenha morrido abraçado a uma Bíblia. Não estranho, ele era um anglicano. Só que no meu pensamento cada um morre abraçado ao que lhe conforta. Sei de uma pessoa que morreu abraçada  a um instrumento musical. O que o homem não pode é achar que é superior pelo seu tipo de fé ou dogma. Há uma perspectiva, por exemplo, do pensamento indígena, que subverte esta ordem das coisas, considerando que a espécie humana evoluiu para espécies animais, o que inverte a nossa ótica. Não podemos ser vaidosos a ponto de cultivarmos a idéia de Deus, ou mesmo das religiões, para consagrar nossa “superioridade” sobre outras pessoas ou até mesmo outras espécies.  Como disse Darwin, invertendo a lógica da extrema importância que a humanidade dá a si mesma: “O homem, em sua arrogância, pensa de si mesmo como uma grande obra, merecedora da intervenção de uma divindade.” Coisas a se pensar. ( Texto escrito por CÉLIA MUSILLI,
celiamusilli@terra.com.br , extraído fa Folha 2, pag. 4, espaço CÉLIA MUSILLI, publicação da FOLHA DE LONDRINA, domingo, 15 de fevereiro de 2015).   

NOTÍCIAS DA CHÁCARA



     ABELHAS Jatay todo ano vinham fazer colméia num armário de madeira na área de serviços, e morriam aos montes, pois o armário é de guardar produtos de limpeza. Então colocamos caixa de madeira própria para colméia, comprada em apiário, elas adotaram e zanzanzunem feito doidas, voejando em volta, entrando e saindo da caixa. Veremos o que sai daí. Quem diria que um dia poderíamos ter mel de jatay.

BRAVO sumiu! Procuramos na chácara toda, até  que lembrei de olhar no meu escritório, ele estava  lá dormindo tranquilamente. É que saí fechando a porta e ele ficou lá. Estamos lhe fazendo muito carinho,  está com um tumor enorme numa perna, do tamanho de um melão. É benigno, mas não dá para extirpar com cirurgia. Então vai continuar assim, tranqüilo que só, e com a audição sempre perfeita: se alguém passa na calçada, ele levanta a  orelha E se alguém fala seu nome, até de longe, mesmo deitado ele abana o rabo. Cochila quase o tempo todo, treinando para o grande sono.

FLOR  de bananeira agora estamos  colhendo, só para comer picada e refogadinha. Vimos receita  na tevê, é delícia. Assim passamos a usar a bananeira inteira: as folhas secas recobrem o chão do bananal, os caules apodrecem em redor das mudas de frutíferas, adubando, e comemos as bananas e agora as flores. Frase de efeito: a bananeira é um boi vegetal.

MANDIOCAS estão quase no ponto de colheita. Aí iremos desenterrando uma a cada semana ou quinzena, já plantando outra na mesma cova. Cabral descobriu e a mandioca inventou o Brasil.

MARACUJAZEIRO  abriu a primeira flor! Fagundes Varela viu na flor do maracujá “coroa de espinhos/cálice de angústias”. Não tenho visão tão dolorosa. Acho só que mais bonita que a flor do maracujá não há. E é uma festa para as abelhas, que, além de sugar seu néctar, suponho que polinizam, para que venham os frutos. Beleza seguida de doçura, sem espinhos, ao alcance da mão. Obrigado,  irmão!

FRAMBOEZAS, ao contrário, são frutas miúdas e de casca fina, mas seus galhos têm espinhos mais agarrentos que roseira. Capricho da natureza, defendendo com garras cortantes a beleza ou a doçura. Mas não é assim na vida em geral? Tudo tem seu preço ou suas presas. O maracujazeiro mesmo, tão amigável, no entanto é trepadeira que vai subindo em árvores, vai se espalhando, se a gente deixar entra  pela janela do banheiro e toma banho com a gente. É preciso podar, eis seu preço.
 
DALVA queimando galhos no domingo de manhã é coisa de se filmar. De macacão, botas e luvas, ela ataca os montes de galhos secos e vai jogando no queimador,  tão feminina quanto firme, tão bonita quanto decidida. Seu macacão fica empapado de suor. Depois toma banho, senta no terraço enquanto estou terminando o almoço, e lhe sirvo uma cerveja gelada e cálice de cristal, ela diz que sou o melhor marido do mundo, e eu, até por ser seu único marido, acredito. Poeminho: Não procure longe/só se localize:/ felicidade se esconde/nas pequenices. ( Texto do escritor DOMINGOS PELLEGRINI, extraído do espaço  cultura/Crônica, pag. 21, publicação do JORNAL DE LONDRINA, domingo, 15 a 17 de fevereiro de 2015).

sábado, 14 de fevereiro de 2015

BEIRA DA ESTRADA


     No caminho de Curitiba para Londrina há um trecho em que você vê muito aquelas casas de sapé ou de madeira na beira da estrada onde se vende  tudo quanto é enfeite rústico e, que se couber no carro, se acaba comprando.
     O que mais chama a atenção são as gamelas de madeira. Aquelas enormes peças de um entalhe que deve  ter demorado  para fazer e  que ficam encostadas  nas grandes paredes do comércio  tomando sol e chuva até  que alguém se encante com tamanho capricho. E os carros param. As mulheres descem e namoram aqueles enfeites e demoram, pensam onde ficará melhor na casa, na chácara ou perto da churrasqueira,  enfim, levam e tem que caber no carro. Vi  também, da última vez, umas panelonas de metal batido. Brilhavam  como se fosse prata polida. Perto havia uns espelhos enormes, artesanatos e frutas.
     Depois, alguns quilômetros de poucas cidades e muito campo, onde as rádios já não pegam mais. Se você quiser ouvir alguma coisa pode por um pen drive ou um CD, mas o som do vento batendo no para-brisa e o barulho suave do motor convidam a apreciar a paisagem bucólica,  cheia de montanhas, plantações e áreas verdes mas, claro, sem perder a atenção na estrada.
     Algumas florestas para reflorestamento, com aquelas árvores altas e retas, todas muito juntas e simétricas. Lisas, até fazer uma pequena copa lá em cima. A estrada quente e o calor aliados ao intenso brilho do sol sobre a paisagem fornecem um dia cheio de alegria –quando chove ou tem neblina a história é outra, o cuidado deve ser redobrado.
     Nessa hora, as conversas  no automóvel  já não são tantas, a menos que as crianças vejam algo inusitado  como um animal selvagem atravessando a pista ou um rebanho de ovelhas pastando ou, claro, cavalos. Toda criança gosta de cavalos e  principalmente os pequenos, pois parecem que podem sempre montá-los.
     Depois a gente vem chegando perto de Ortigueira. O clima mais ameno. Paramos num restaurante que tem por ali. Coisas artesanais e outras que se parecem  com elas.  Tudo muito agradável e  logo mais um  outro  contorno para vir para Londrina.
     Fim de férias, e volta à rotina  mas, é claro, ainda faltam alguns bons quilômetros e atenção triplicada na via, porque ali é muito perigoso.
     Interessante que dali em diante você não tem nenhuma opção de lazer ou descanso ou turismo. Carecemos de uma cultura de maior integração entre o comércio e a agricultura. Um comércio bem montado numa rodovia deve ser bem pensado e é uma necessidade. Gera recursos para o comerciante e receita de impostos  para o município. Mas não se deve montar qualquer coisa. Deve-se ter uma estrutura básica para o turista sentir-se bem, para poder usufruir do local e gastar o seu dinheiro satisfazendo suas necessidades de bem-estar. E, depois, sair dali com boas recordações.
     Tem lugares que você  vai  em  beira de estrada que têm belas construções  (dá até para tirar fotos), boa comida e atendimento a contento. Acho importante o comércio na beira da estrada. Viajar não é só ir e voltar, mas também o caminho.  ( Texto escrito por DAILTON MARTINS, leitor da FOLHA,, pág 2, espaço Dedo de prosa, Folha Rural, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA, sábado, 14 de fevereiro de 2015).
   

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Comentários

Wanda Cobo

"Maravilha meu amigo, continue nos deliciando com suas ideias." W.D Londrina-Pr


Adilson Silva

Olá Professor José Roberto, Parabéns pelas excelentes matérias , muito bom conhecimento para todos. muita paz e fraternidade. Londrina-Pr

Marcos Vitor Piter

Excelentes e Sabias palavras parabéns Professor um Abraço dos Amigos de Arapongas - PR.

João Costa

Meus parabéns por vc e por tudo que pude ler continue levando este conhecimento p/ todos. Forte abraço! João Batista.
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Meu amigo continue contribuindo com a sua sabedoria. Forte abraço... João Batista 31/10/2013
Daiane C M Santos
Parabéns, muito criativo e inteligente!
Zeze Baladelli
Oi meu amigo,entrei seu blog,parabéns querido,voce é um gentleman,um grande amigo e muito inteligente,desejo que Deus te abençoe mais e mais...super beijo...



MARINA SIMÕES

Caro amigo Roberto, muito obrigada por suas sábias e verdadeiras palavras. Como é bom encontrarmos no nosso dia adia pessoas que comungam nossas idéias, nossas críticas, ou mesmo comentário sobre determinados assuntos. Eu procuro escrever e mostrar mensagens de
fé, de esperança, ou mesmo um alento carinhoso para nós que vivemos um mundo tão cruel, egoísta e caótico. Estou tentando escrever um comentário sobre seus textos. Parabéns, eu os tenho como que a "arquitetura" com as palavras. É um estilo totalmente seu, e meu amigo é simplesmente estimulante. Ele nos faz pensar e isto é muito bom. Um grande abraço. Marina.



JOÃO RENATO
Aqui estou eu novamente é impossivel não entrar aqui para vê estas maravilha por vc postada. Forte abraço do seu amigo hoje e sempre...........

ADALGISA
Parabéns! meu amigo querido!!!Adorei seu blog, mensagens lindas e suaves como a tua persoalidade e seu jeito de ser!!!Abraços e beijos.
TIAGO ROBERTO FIGUEIREDO
Parabéns professor José Roberto seu blog está divino..abs !
JAIRO FERNANDES
Olá, Querido Professor José Roberto! Fiquei muito emocionado com suas mensagens postadas, gostaria muito de revê-lo novamente após muitos anos, você fora meu professor e tenho muita saudade, gostaria que enviasse-me o seu endereço.ʺ Deus te ilumine sempreʺ Pois fazes parte de minha história de vida.
ALICE MARIA
Oi tio.Muito lindo seu cantinho na internet. Tô de olho. Lembro também de algumas coisas lá da Serra, principalmente da venda do vô Rubens. Beijo ,Alice Maria.

WANDA COBO

WANDA COBO

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