quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

UEL TEM CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO DE NÍVEL INTERNACIONAL



A Universidade Estadual de Londrina (UEL) foi apontada pelo jornal Folha de S. Paulo como uma das únicas instituições de ensino superior  estaduais fora a região Sudeste a contar com cursos de pós-graduação com nível internacional. Os mestrados e doutorados em Ensino de Ciências e Educação Matemática e em Ciência Animal obtiveram nota 6 em avaliação da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível  Superior (Cades), o que é suficiente para classificá-los com nível internacional. O Curso de Ciências animal, segundo o jornal, baseou  estudos que ajudaram no diagnóstico do Mal da Vaca Louca. Além da UEL, também foram apontadas com destaque as universidades estaduais de Maringá (UEM) e do Ceará (Uece). (Extraído da pag 5, publicação do JORNAL DE LONDRINA, quinta-feira, 29 de janeiro de 2015).    

sábado, 24 de janeiro de 2015

MAMANGAVA



     Como costumo fazer nas manhãs de sábado, estava na varanda da casa lendo a Folha de Londrina quando ouvi gritos que vinham da cozinha. Corri para lá e me deparei com as sobrinhas Moriah, Júlia e Gabriela que, assustadas, tentavam fugir de um bicho, que para elas  era “ feio e peludo”.
     Por ter sido criado no interior, bem junto da gente da roça, tenho algum conhecimento sobre plantas e animais, por isso é difícil que eu assuste com algum bicho na cidade. Mesmo assim, fiquei curioso para saber o que se passava.  De início, não dei muita atenção ao fato, porque poucos dias antes as mesmas crianças tinham feito um enorme alvoroço, avisando aos berros que havia uma cobra no quintal. Quando fui socorrê-las, vi que se tratava de uma cobra-cega, também conhecida como cecília ou minhocuçu, que é apenas uma minhoca graúda que vive embaixo da terra e por essa adaptação ao ambiente subterrâneo perdeu a capacidade de enxergar. Embora pareça cobra  é um animal inofensivo, que as pessoas por medo ou ignorância geralmente acabam matando, assim como fazem com louva-deus e o bicho-pau.
     Mas voltando ao bicho feio e peludo, quando consegui  localizá-lo, notei que se tratava de uma abelha mangava. As meninas tinham feito suco e derramado um pouco sobre a pia, então expliquei a elas que o açúcar deve ter atraído a abelha para dentro de casa. Nisso a abelha saiu de seu esconderijo no canto da janela e passou zunindo quintal afora.
     Mesmo não sabendo muito sobre abelhas aproveitei  para dizer às meninas que as mangavas,  também conhecidas como abelhão ou mosca de rodeio (ficam  rodando sobre as flores), são muito dóceis e não costumam atacar as pessoas. Mas a exemplo de outras espécies de abelhas, podem agredir o homem ou animais quando se sentem ameaçadas. A ferroada da mangava é doída, deixando uma marca por vários dias. É uma abelha maior que as abelhas comuns, medindo em torno de três centímetros, seu dorso é realmente peludo, com coloração preta e  amarelo ou alaranjada.
     Aproveitando que as sobrinhas passaram o dia e minha casa e estavam interessadas pelo assunto, continuei falando que as mangavas se alimentam de néctar, são excelentes polinizadoras da cultura de maracujá, contribuem para a reprodução de outras plantas e sua presença em jardins e pomares é muito importante.
     No final da tarde, quando a mãe veio buscá-las, elas contaram que tinham aprendido sobre a abelha mangava. Minha cunhada gostou da história e disse que todos os seres têm sua serventia na natureza e que se as pessoas conhecessem melhor e respeitassem mais os animais, todos viveriam melhor.
     E eu concluí que a mangava deixou meu sábado mais doce... ( Texto de GERSON MELATTI, leitor da FOLHA, EXTRAÍDO DO ESPAÇO DEDO DE PROSA,  Folha Rural, página 2, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA, sábado, 24 de janeiro de 2015).

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

FAMÍLIA - DESENHO ABUSADO VIRA POÊMICA


Vídeo infantil para TV sueca exibe pênis e vagina, é visto milhões de vezes no YouTube e incentiva a  discussão sobre como e quando falar de sexo com as crianças
     Com música alegre e traço infantil, o clipe é protagonizado por genitais masculinos e femininos dançantes: os pênis com chapéu e bigode, as vaginas de tope e longos cílios. Depois de bailar sobre a tela, os personagens batizados com apelidos comuns na infância, como “pinto”  e “pepeca”, são colocados sobre as figuras estilizadas de dois corpos humanos,  o  de um homem e o de uma mulher, sinalizando à audiência a quem pertence cada um dos órgãos.
     Previsto para ir ao ar no mês que vem no Barnkanalen,  programa educativo para crianças entre três e seis anos , o vídeo divulgado na internet há poucos dias provocou celeuma  na Suécia. Na página do canal SVT no Facebook, pais e mães enfurecidos com o conteúdo duelaram com outros tantos que saudaram a iniciativa da emissora. O vídeo foi assistido quase quatro milhões de vezes no YouTube.
ANSIEDADE
     O momento de falar sobre sexo costuma causar ansiedade nos pais. De acordo com a psicóloga Lina Wainberg, a criança sinalizará quando estiver pronta. O  despertar para questões sexuais costuma ocorrer em duas fases: por volta dos quatro anos e, depois de arrefecer, retorna aos oito ou nove.
     “Os pais devem responder conforme a demanda. Geralmente, as crianças ficam satisfeitas com respostas curtas”, explica Lina.
LINGUAGEM
     É importante, segundo a mestre em sexologia, adaptar a linguagem e o  conteúdo à faixa etária, mas sempre dizendo a verdade. “ A história da cegonha é problemática. Deve-se tentar ser  o mais realista possível. De onde vêm os bebês? Da barriga da mamãe”. Se a criança quiser saber por onde eles saem, a terapeuta recomenda usar vocábulos com que todos da família se sintam à vontade.
     Celso Gutfreind , psicanalista da infância e escritor, afirma que não se deve censurar nenhum tópico, seja  sexo ou qualquer outro.  Desde cedo, a criança elabora questionamentos sobre origem da vida, violência,  morte. Uma situação corriqueira da rotina familiar, como o pai que manuseia chaves para abrir as muitas fechaduras antes de entrar em casa protegida por um sistema de alarme, já serve de exemplo para abordar a insegurança das cidades, por exemplo.
     “O ideal é estar disponível para conversar. A indagação vai aparecer, é inevitável. O pai pode falar porque está tomando todos esses cuidados, sugerir o tema, mas não sair inundando-a de explicações. Não há assuntos proibidos para uma criança pequena, apesar de nossa cultura preconizar que sim, mas é preciso respeitar o momento e o desejo da criança de querer falar sobre o tema”, adverte Gutfreind. ( LARISSA ROSO/AGÊNCIA RBS, publicado no JORNAL DE LONDRINA, quarta-feira, 21 de janeiro de 2015, pag 10)

O PAÍS DO APAGÃO



     Dilma mandou anunciar seu pacote de maldades no dia do apagão. A coincidência não deixa de ser  simbólica, afinal, o governo vem promovendo apagões em número quase tão grande quanto o de ministérios e cargos comissionados em Brasília.
     Com a nova alta de impostos anunciada pelo ministro Joaquim Levy, teremos mais um apagão no bolso dos brasileiros e na competitividade das empresas. Em conseqüência, o País corre o sério risco de enfrentar um apagão dos empregos. Como se não bastasse, temos aumento de impostos e pedágio também aqui no Paraná.
     O apagão fiscal já havia sido decretado, quando Dilma deixou de cumprir o superávit. Fechamos o ano de 2014 com vergonha de nosso governo – que gastou mais do que arrecadou, passando um exemplo de irresponsabilidade e descontrole ao País.
     O apagão educacional pode ser visto nas péssimas classificações dos alunos brasileiros em ranking internacionais  e no festival de notas zero em redação no Enem.  Muitas escolas públicas deixam de ensinar português e matemática  para fazer doutrinação ideológica. Lembrando que esses três níveis é responsabilidade de governo: União, estados e municípios.
     O apagão diplomático vem corroendo a imagem do  Brasil mundo afora. Damos guarida a terroristas. Enviamos dinheiro para o regime cubano. Fazemos alianças com ditaduras e ignoramos democracias desenvolvidas. Não por acaso, ninguém notou a ausência da presidência durante as manifestações em  Paris. .
     O apagão de segurança se traduz em 60 mil homicídios, índice mais alto que o de países em guerra civil. Dilma pediu clemência para o traficante preso na Indonésia, mas não se vê o mesmo empenho da presidente em amparar as vítimas brasileiras do tráfico e da criminalidade.
     O apagão de planejamento aos poucos vai mostrando seus efeitos perversos. Temos problemas no fornecimento de energia, no abastecimento de água e na infraestrutura.  O Brasil corre o risco de ficar no escuro, na seca e no isolamento. No Paraná, continuamos com sérios problemas infraestruturais e logísticos.
     O apagão de crescimento condena o País ao pibinho. Há pouquíssimos investimentos na produtividade. Os economistas já dizem que teremos crescimento praticamente zero  em 2015.
     O apagão moral permitiu que malfeitores tomassem conta da Petrobras, levando-a para o fundo do poço. O petrolão  já é considerado um dos maiores escândalos de corrupção da história – e a presidente é incapaz de mudar o comando da empresa!
     O  apagão da credibilidade acontece quando a presidente Dilma faz exatamente o contrário de tudo  aquilo que prometeu durante a campanha.
     Apesar de tudo, existe algo que o governo  não consegue apagar: a esperança do povo brasileiro. Nós não vamos aceitar esse estado de coisas. Iremos às ruas, se preciso for. Há sempre uma luz para quem acredita no Brasil.  ( Texto escrito por VALTER LUIZ  ORSI, presidente ds Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), pag.  2, extraído do espaço PONTO DE VISTA, publicado no
JORNAL DE LONDRINA, sexta-feira, 23 de janeiro de 2015).

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

EMPATIA, PSICOPATIA E PRIMEIRA INFÂNCIA

 

Creio que a sensibilidade aflorada pela passagem dos festejos natalinos tenha motivado a FOLHA a nos brindar no dia 28 de dezembro  um primoroso artigo intitulado “O caminho para a empatia”, do professor/doutor Luís Miguel  Luzio dos Santos( Espaço Aberto), uma entrevista com a psicóloga/professora Paula Inez da Cunha Grande, sob o tema “Psicopatas também são vítimas”, e, por fim, nas páginas 7 e 8 com duas reportagens que tratavam da primeira infância, fase que vai do nascimento até os 6 anos. Três temas com enfoques diferentes, porém que mais que mera informação  jornalística, promovem uma reflexão sobre mudanças de atitudes necessárias para fazer uma sociedade mais justa e mais humanizada.
     Há muito reconhecemos que a primeira infância é primordial para a formação integral da pessoa e que os registros dessa fase repercutirão ao longo de toda sua existência. Quando os registros negativos são mais acentuados, podem gerar distúrbios comportamentais que interferirão de forma decisiva  nas atitudes e decisões da pessoa frente ao mundo. É assim para o cidadão comum,  mas também  o é para o psicopata, o dependente químico, o assassino, etc.
     O americano Carl Rogers, um dos mais influentes pensadores do século 20, educador e psicólogo humanista  (1902-1987), criador da “Abordagem Centrada na Pessoa”, afirmava que “todo ser humano nasce dotado de uma predisposição para a autorregulação.  Se não a atingir, é porque não encontrou no meio as condições propícias”. Colocava como a condição primordial  para a autorregulação a compreensão empática. Essa condição – somada a outras – quando experenciada em profundidade promove uma sensação de unicidade, de segurança e bem-estar psíquico, ao que ele chamou de congruência. Quanto mais congruente o  indivíduo, menores as possibilidades de desvirtuar-se.
     Na primeira infância, conforme a matéria jornalística enfatizou , ocorre em torno de 70% da formação do cérebro dos seres humanos, logo é fertilíssimo para se proporcionar as condições adequadas que formarão as bases para o futuro cidadão. A observação clínica dirigida por Roger mostrou que pessoas que foram compreendidas empaticamente  também desenvolveram empatia ( termo que significa “sentir-se dentro”, em referência a “sentir-se no lugar do outro”). . É uma condição regida por leis internas e que não pode ser falseada por convencionamentos sociais e regras. Uns a desenvolve em maior escala, outros em menor, mas todos podem  aperfeiçoá-la  com exercícios, conforme recomenda o artigo referido acima, com exceção para as pessoas profundamente incongruentes  como é o caso dos psicopatas, onde ela é inexistente. É mais presente nos terapeutas, professores, religiosos, assistentes sociais, profissionais da saúde, etc., não como fruto da formação, mas ao contrário, por ter sido a motivação que os conduziu à formação.
     Uma  sociedade mais justa, mais fraterna, logo, mias humanizada, requer pessoas com capacidade de demonstrar empatia. A violência gratuita presente no cotidiano das nossas cidades e até mesmo os atos de corrupção,  são oriundos da falta dela, que gera a ganância, egoísmo  e a insensibilidade com o sofrimento do outro. Mas aquele que é capaz de colocar-se no lugar do outro de forma profunda e compreensiva, não deseja o que não lhe pertence.
     Não ansiamos ter uma sociedade perfeita, mas reconhecemos que muitos danos sociais poderiam ser amenizados com um olhar diferenciado para a primeira infância, que tem se apresentado como fonte de todos os distúrbios, embora potencialmente seja a fonte de todas as virtudes. ( Texto extraído do ESPAÇO ABERTO, pag. 2, escrito por JAIR QUEIROZ, psicólogo clínico e pós-graduado em segurança pública em Londrina, publicado na FOLHA DE LONDRINA, quarta-feira,14 de janeiro de 2015).
   

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Comentários

Wanda Cobo

"Maravilha meu amigo, continue nos deliciando com suas ideias." W.D Londrina-Pr


Adilson Silva

Olá Professor José Roberto, Parabéns pelas excelentes matérias , muito bom conhecimento para todos. muita paz e fraternidade. Londrina-Pr

Marcos Vitor Piter

Excelentes e Sabias palavras parabéns Professor um Abraço dos Amigos de Arapongas - PR.

João Costa

Meus parabéns por vc e por tudo que pude ler continue levando este conhecimento p/ todos. Forte abraço! João Batista.
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Meu amigo continue contribuindo com a sua sabedoria. Forte abraço... João Batista 31/10/2013
Daiane C M Santos
Parabéns, muito criativo e inteligente!
Zeze Baladelli
Oi meu amigo,entrei seu blog,parabéns querido,voce é um gentleman,um grande amigo e muito inteligente,desejo que Deus te abençoe mais e mais...super beijo...



MARINA SIMÕES

Caro amigo Roberto, muito obrigada por suas sábias e verdadeiras palavras. Como é bom encontrarmos no nosso dia adia pessoas que comungam nossas idéias, nossas críticas, ou mesmo comentário sobre determinados assuntos. Eu procuro escrever e mostrar mensagens de
fé, de esperança, ou mesmo um alento carinhoso para nós que vivemos um mundo tão cruel, egoísta e caótico. Estou tentando escrever um comentário sobre seus textos. Parabéns, eu os tenho como que a "arquitetura" com as palavras. É um estilo totalmente seu, e meu amigo é simplesmente estimulante. Ele nos faz pensar e isto é muito bom. Um grande abraço. Marina.



JOÃO RENATO
Aqui estou eu novamente é impossivel não entrar aqui para vê estas maravilha por vc postada. Forte abraço do seu amigo hoje e sempre...........

ADALGISA
Parabéns! meu amigo querido!!!Adorei seu blog, mensagens lindas e suaves como a tua persoalidade e seu jeito de ser!!!Abraços e beijos.
TIAGO ROBERTO FIGUEIREDO
Parabéns professor José Roberto seu blog está divino..abs !
JAIRO FERNANDES
Olá, Querido Professor José Roberto! Fiquei muito emocionado com suas mensagens postadas, gostaria muito de revê-lo novamente após muitos anos, você fora meu professor e tenho muita saudade, gostaria que enviasse-me o seu endereço.ʺ Deus te ilumine sempreʺ Pois fazes parte de minha história de vida.
ALICE MARIA
Oi tio.Muito lindo seu cantinho na internet. Tô de olho. Lembro também de algumas coisas lá da Serra, principalmente da venda do vô Rubens. Beijo ,Alice Maria.

WANDA COBO

WANDA COBO

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