O ano passado passou, esqueçamos o ano passado... Temos 365 oportunidades para refazer nossa história, sem lamentos sem 7x1, sem passagem de volta.
Olhem pela janela a chuva que agora molha... Daqui a pouco novas margaridas florirão, vamos aproveitar o ano que chega... No jardim do fundo nascerão sonhos, juntamente com as onze-horas que se abrem por fração de segundos – tempo de aproveitar a vida e os sonhos sonhados no ‘flash’ da florzinha encantadora!
Não temos somente janeiro pra festejar o ano novo... Todos os dias serão oportunidades para comemorarmos a vida... Podemos em fevereiro fazer nosso samba-enredo... Podemos, no som do Tom, fechar o verão com as águas de março – promessa de vida no c oração!
Mesmo que em abril tentem nos enforcar podemos descobrir um novo Brasil, um porto seguro pra todos nós. Em maio dedicaremos exclusivamente às nossas mães, mesmo que esteja no jardim do céu... Em junho, já agasalhados, vamos cantar uma canção em volta do fogo... Vamos pular as fogueiras das vaidades e, ainda, soltar foguetes para provocá-las.
Nossa viagem pra Lua fica para Julho, as reservas podem ser feitas no portal da felicidade... Em agosto deixaremos os cachorros loucos de tanto amor, ou, apenas, a retribuição do carinho... Em setembro nos tornaremos independentes da maldade, do rancor, do ódio... Sentiremos brotar as sementes do amor, da primavera.
Sem preocupação, em outubro, mesmo com o peso do relógio, no ‘horário de verão’, ofereceremos doces às crianças e faremos romaria com Renato Teixeira: “. Sou caipira, Pirapora, Nossa Senhora de Aparecida... ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida ...”.
Em novembro acenderemos velas para as almas e para nós mesmos, eternos carentes de luzes e orações,,, Em dezembro o sonho nascerá de novo, e de novo, o reinício da vida.
Curtindo férias, rabiscaremos projetos para outro ano, um eterno ciclo, uma grande oportunidade para reescrevermos nossa felicidade, outra vez! ( Texto de JOÃO CANDIDO DA SILVA NETO, eletricitário, em Santo Antonio da Platina, extraído do espaço CRÔNICAS, pag 3. Folha 2, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA, quarta-feira.7 de janeiro de 2015).
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
“JE SUIS CHARLIE"
Je suis Charlei. E se não era antes, seria
agora. Sou Charlei, sou todos os jornalistas, sou todos os policiais que lutam
pela verdade, justiça e correção. Sou e quem não é? Quem aceita, em pleno século 21 que, em nome de
discordância de ordem política, religiosa, social, ou qualquer outra, alguém
tire a vida de outra pessoa?
Queremos paz! Queremos ver as pessoas em congraçamentos, ainda que nossos deuses sejam vistos de maneiras distintas: ainda que os políticos que defendemos sejam o oposto do que outros defendem: ainda que nossas idéias sejam opostas. Isto porque o outro é outro e não é nossa imagem e semelhança. O outro pensa diferente, sente diferente, tem uma vivência particular, que lhe dá peculiaridades que nem sempre entendidas por nós. Mas entender ou não é uma questão da nossa possibilidade de compreensão. Não se trata de considerar abominável tudo o que é diferente do que somos e pensamos.
Em nome da nossa justiça, daquilo que cremos, não temos o direito de fazer justiça a nosso modo. Há a justiça de cada país. Há justiça internacional, aquela de caráter mundial, que contempla os direitos universais. Na medida em que deixamos de lado o direito constituído para a realização de justiça pessoal, isso passa a ser antijustiça.
Quero estar do lado da paz. Quero estar do lado dos que sofrem atrocidades. Quero estar do lado da liberdade. Por querer isso, hoje chorei de dor. A dor de quem vê a possibilidade do mundo ir se encurtando, ir se fechando, ir se calando pelas armas. Cadê nossa humanidade? Que humanidade tem sido essa de desconsiderar o humano?
Que fazer para mudar esse quadro? Sendo gente! Sendo humano! Há que ser melhor para ultrapassar o mal. Que a maldade cometida contra essas pessoas, que foram atacadas na última quarta-feira em Paris, nos faça melhores, mais fortes, mais solidários mais resistentes. Que nosso brado contra a injustiça seja mais forte! Que o silêncio das mortes seja quebrado pelo grito pela vida! Com lápis e papel na mão! Com um computador e nada mais. É nesse ambiente que reconhecemos os fortes. Estes estão onde o pensar está. Estão onde existe a capacidade de amar, de fazer humor, de reconfigurar idéias em prol de um mundo melhor.
Esse pensar em prol de uma sociedade melhor com humor e com arte sempre haverá. Os que assim agem são movidos pela sensibilidade, pela delicadeza com o outro, pela genialidade do traço, do movimento, do gesto, da voz. É nesses que acredito, visto que precisam de apenas da arte para mobilizar o mundo. É desses que o mundo precisa. São essas perdas que o mundo lamenta.
Nenhuma arma tira esses seres de circulação. Suas idéias continuam, visto que a vida se vai, mas a história continua... E a história que o mundo quer é de paz! Nada de armas! Apenas lápis e pape l na mão. É assim que a história é escrita! Ria quem puder, chore quem precisar, entenda quem souber. ( Texto escrito por LUCINEA A. REZENDE, professora do departamento de Educação da Universidade Estadual de Londrina, ESPAÇO ABERTO, PAG 2, publicado pela FOLHA DE LONDRINA, sexta-feira, 9 de janeiro de 2015).
Queremos paz! Queremos ver as pessoas em congraçamentos, ainda que nossos deuses sejam vistos de maneiras distintas: ainda que os políticos que defendemos sejam o oposto do que outros defendem: ainda que nossas idéias sejam opostas. Isto porque o outro é outro e não é nossa imagem e semelhança. O outro pensa diferente, sente diferente, tem uma vivência particular, que lhe dá peculiaridades que nem sempre entendidas por nós. Mas entender ou não é uma questão da nossa possibilidade de compreensão. Não se trata de considerar abominável tudo o que é diferente do que somos e pensamos.
Em nome da nossa justiça, daquilo que cremos, não temos o direito de fazer justiça a nosso modo. Há a justiça de cada país. Há justiça internacional, aquela de caráter mundial, que contempla os direitos universais. Na medida em que deixamos de lado o direito constituído para a realização de justiça pessoal, isso passa a ser antijustiça.
Quero estar do lado da paz. Quero estar do lado dos que sofrem atrocidades. Quero estar do lado da liberdade. Por querer isso, hoje chorei de dor. A dor de quem vê a possibilidade do mundo ir se encurtando, ir se fechando, ir se calando pelas armas. Cadê nossa humanidade? Que humanidade tem sido essa de desconsiderar o humano?
Que fazer para mudar esse quadro? Sendo gente! Sendo humano! Há que ser melhor para ultrapassar o mal. Que a maldade cometida contra essas pessoas, que foram atacadas na última quarta-feira em Paris, nos faça melhores, mais fortes, mais solidários mais resistentes. Que nosso brado contra a injustiça seja mais forte! Que o silêncio das mortes seja quebrado pelo grito pela vida! Com lápis e papel na mão! Com um computador e nada mais. É nesse ambiente que reconhecemos os fortes. Estes estão onde o pensar está. Estão onde existe a capacidade de amar, de fazer humor, de reconfigurar idéias em prol de um mundo melhor.
Esse pensar em prol de uma sociedade melhor com humor e com arte sempre haverá. Os que assim agem são movidos pela sensibilidade, pela delicadeza com o outro, pela genialidade do traço, do movimento, do gesto, da voz. É nesses que acredito, visto que precisam de apenas da arte para mobilizar o mundo. É desses que o mundo precisa. São essas perdas que o mundo lamenta.
Nenhuma arma tira esses seres de circulação. Suas idéias continuam, visto que a vida se vai, mas a história continua... E a história que o mundo quer é de paz! Nada de armas! Apenas lápis e pape l na mão. É assim que a história é escrita! Ria quem puder, chore quem precisar, entenda quem souber. ( Texto escrito por LUCINEA A. REZENDE, professora do departamento de Educação da Universidade Estadual de Londrina, ESPAÇO ABERTO, PAG 2, publicado pela FOLHA DE LONDRINA, sexta-feira, 9 de janeiro de 2015).
domingo, 4 de janeiro de 2015
SABER VIVER
A vida
está condicionada ao tempo, mas também ao espaço e a tudo que faz parte normal
de seu envolvimento. Como dom, o tempo é oportunidade para a pessoa desenvolver
suas atividades e poder realizar obras boas. Para isto, cada indivíduo tem, na
sua história de vida, talentos que devem ser trabalhados, tendo atitude sábia
de discernimento do que é bom ou ruim, e
constante vigilância.
Só sabe viver quem consegue ser sóbrio, simples e transparente. Isto ajuda a superar os diversos tipos de necessidades que afetam seu cotidiano. Não é saudável ser omisso na realização do bem, quando isto é possível na vida. Creio que o saber viver está mais centrado no que a pessoa faz pelo outro, do que o que dele recebe. É mais gratificante dar do que receber.
A pessoa nasce, cresce e leva consigo algumas virtudes, ou talentos, que podem ajudá-la no seu viver. Mas devem ser canalizados para atividades saudáveis na construção do bem. Muitos colocam suas possibilidades a serviço do mal, contribuindo para uma vida infeliz e má. Esconder os talentos e perder oportunidades e cavar a própria derrota.
Em muitas realidades experimentamos situação de fechamento e indiferentismo em relação ao próximo, ao estrangeiro, ao doente, aos marginalizados, aos moradores de rua, aos em situação de necessidade. A acomodação ocasiona individualismo, preocupação com o próprio bem-estar, estresse e insensibilidade ao sofrimento alheio.
È preciso fazer render os dons que possuímos. Na cultura moderna temos que ser criativos, evitando a ótica capitalista, porque ela é excludente e legitima os bens econômicos em vista do acúmulo nas mãos dos espertos. Evitar atitudes egoístas é ser corajoso na prática do amor e da justiça. Não enterrar talentos por egoísmo, medo ou comodismo.
No tempo tudo é transitório, tudo passa e há o perigo de as mãos ficarem vazias. O que dura são as obras feitas com sabedoria, como expressão do verdadeiro amor. Paulo explica isto dizendo “O amor jamais passará”. ( I Cor 13,8.) Sabe viver quem consegue abrir-se para essa realidade. ( Texto de DOM PAULO MENDES PEIXOTO, Arcebispo de Uberaba, MG, com publicação no jornal católico O LUTADOR – 21 A 31 – DEZEMBRO – 2014, pag 11, espaço HORIZONTE, pag 11).
Só sabe viver quem consegue ser sóbrio, simples e transparente. Isto ajuda a superar os diversos tipos de necessidades que afetam seu cotidiano. Não é saudável ser omisso na realização do bem, quando isto é possível na vida. Creio que o saber viver está mais centrado no que a pessoa faz pelo outro, do que o que dele recebe. É mais gratificante dar do que receber.
A pessoa nasce, cresce e leva consigo algumas virtudes, ou talentos, que podem ajudá-la no seu viver. Mas devem ser canalizados para atividades saudáveis na construção do bem. Muitos colocam suas possibilidades a serviço do mal, contribuindo para uma vida infeliz e má. Esconder os talentos e perder oportunidades e cavar a própria derrota.
Em muitas realidades experimentamos situação de fechamento e indiferentismo em relação ao próximo, ao estrangeiro, ao doente, aos marginalizados, aos moradores de rua, aos em situação de necessidade. A acomodação ocasiona individualismo, preocupação com o próprio bem-estar, estresse e insensibilidade ao sofrimento alheio.
È preciso fazer render os dons que possuímos. Na cultura moderna temos que ser criativos, evitando a ótica capitalista, porque ela é excludente e legitima os bens econômicos em vista do acúmulo nas mãos dos espertos. Evitar atitudes egoístas é ser corajoso na prática do amor e da justiça. Não enterrar talentos por egoísmo, medo ou comodismo.
No tempo tudo é transitório, tudo passa e há o perigo de as mãos ficarem vazias. O que dura são as obras feitas com sabedoria, como expressão do verdadeiro amor. Paulo explica isto dizendo “O amor jamais passará”. ( I Cor 13,8.) Sabe viver quem consegue abrir-se para essa realidade. ( Texto de DOM PAULO MENDES PEIXOTO, Arcebispo de Uberaba, MG, com publicação no jornal católico O LUTADOR – 21 A 31 – DEZEMBRO – 2014, pag 11, espaço HORIZONTE, pag 11).
CARTA PARA 2015
Em 2015 vou sobreviver ensolarada,
deixando para trás as sombras de 2014 que acabei de trancar no porão de um
navio. O ano se foi com as sombras desfolhadas, os rios sem peixes, a terra sem
chuva, os amigos que perderam filhos, o que perdi em mim mesma, ainda que tenha
sido só um pouquinho a cada dia. Casas e pessoas desmancham-se em doses
homeopáticas.
O que teria sido o ano sem os livros de Manoel de Barros depois de sua partida, com a poesia nacional suspensa na UTI.
O que teria sido do ano sem o seu abraço, sem aquele filme em que fomos protagonistas, nouvelle vague paulistana, na estação do metrô.
O que teria sido do ano sem aquela noite na Praça Roosevelt, onde revi as cenas de Walter Hugo Khoury pela narrativa de seus olhos.
O que teria sido o ano sem os recitais de poesias e a audição solitária de música depois da meia-noite, além das operas fervilhantes que vi no teatro onde orquestras desafinam antes da hora, acostumando nossos ouvidos à dissonância.
O que teria sido do ano sem meus filhos aparecendo e desaparecendo como cometas, deixando aqui em casa a rota circular de seus afetos. Descobri assim que o amor é redondo como o mundo.
O que teria sido do ano se fosse apenas um período eleitoral em que causamos mágoas uns aos outros, brigando por siglas que se misturam e ideologias falidas
O que teria sido o ano sem os livros de Manoel de Barros depois de sua partida, com a poesia nacional suspensa na UTI.
O que teria sido do ano sem o seu abraço, sem aquele filme em que fomos protagonistas, nouvelle vague paulistana, na estação do metrô.
O que teria sido do ano sem aquela noite na Praça Roosevelt, onde revi as cenas de Walter Hugo Khoury pela narrativa de seus olhos.
O que teria sido o ano sem os recitais de poesias e a audição solitária de música depois da meia-noite, além das operas fervilhantes que vi no teatro onde orquestras desafinam antes da hora, acostumando nossos ouvidos à dissonância.
O que teria sido do ano sem meus filhos aparecendo e desaparecendo como cometas, deixando aqui em casa a rota circular de seus afetos. Descobri assim que o amor é redondo como o mundo.
O que teria sido do ano se fosse apenas um período eleitoral em que causamos mágoas uns aos outros, brigando por siglas que se misturam e ideologias falidas
O que teria sido do ano se restasse apenas
o noticiário falando de crianças que
morreram esquecidas nos carros, presas aos cintos da insolação.
O que teria sido do ano se computássemos perdas sem nenhum ganho, embora as conquistas, mais que um prêmio, sejam às vezes uma questão de malabarismo emocional. Somos todos equilibristas
O que teria sido do ano se computássemos perdas sem nenhum ganho, embora as conquistas, mais que um prêmio, sejam às vezes uma questão de malabarismo emocional. Somos todos equilibristas
O que teria sido do ano se a
gente não acreditasse que o tempo se renova e que o calendário só existe
para que a gente enxergue o futuro.
Agora, 2014 partiu.
Em 2015
quero as açucenas, fazer as pazes com as formigas, viver numa floresta
de prodígios, passar de mulher a borboleta, de pedra a musgo, de aranha a
veludo, de gaiola a passarinho, de pessoa física à física quântica, só para
experimentar o vôo e a maciez do tempo.
Não caber em mim não é problema de falta de limites. É a solução de quem transborda.
No fundo, em 2015 quero mesmo é ser poeta, o resto me inviabiliza.
Não caber em mim não é problema de falta de limites. É a solução de quem transborda.
No fundo, em 2015 quero mesmo é ser poeta, o resto me inviabiliza.
Façam também seus pedidos e Feliz Ano Novo
para todos. ( Texto de CÉLIA MUSILLI, celiamusilli@te3rra.com.br publicado na Folha 2, pag 4, do jornal FOLHA DE LONDRINA, domingo, 4 de janeiro de
2015).
NOTÍCIAS DA CHÁCARA
SOL POENTE visto da varanda da frente. Três caules de
pata-de-elefante estão com pendões florais. Perto há outra touceira macha, que
não flore, só fomos saber disso quando a fêmea floriu e o jardineiro contou que
há patas-de-elefante machas e fêmeas. Vivendo e aprendendo, ou florescendo.
REBROTOU poncanzeira que morreu talvez de broca, ressecou,
cortamos, queimamos. E eis que um pezinho brotou do tronco decepado, as
folhinhas verdíssimamente reluzentes. Adubamos com esterco curtido em cinza,
protegemos com tijolos, batizamos de Aleluia.
CARAMUJOS continuam infestando a chácara, já catamos
milhares. Vamos catando, botando em balde com cal, daí enterramos, antes
quebrando com pá as carapaças dos bichos, senão elas duram anos para decompor
no solo. Uma trabalheira, que se tornou uma obsessão, que virou diversão. Outro
dia Pietro ligou lá dos Estados Unidos:- Vô e vó, tô com saudade de catar
caramujo com vocês! – de modo que agora catamos caramujos lembrando do neto
longe. É a chácara globalizada.
ANO NOVO, aquela barulheira
de fogos, Bravo fica muito estressado. Cola na gente, andando nos nossos
calcanhares, tropeçamos nele, acariciamos, dizendo calma, Bravo, calma, é só
gente que gosta de barulho, ao contrário de você, que tem bom gosto. Nem comeu
na passagem do ano, não tocou na vasilha
resfolegando assustado. No dia seguinte, coloquei a comida, ele começou a
comer, estourou um rojão longe, ele parou de comer, me lançou um olhar sofrido
e perguntante: porque?
Sei lá porque, Bravo, tem gente assim, que prefere gastar com barulho o
dinheiro que podia comprar uma boa comida, uma bebida boa. Pior, meu amigo, é o
Dia de Nossa Senhora da Aparecida, quando ao meio-dia soltam baterias de
rojões, lembra? Uma barulheira infernal, um louvor a uma santa que foi achada
no fundo de um rio , no completo silêncio portanto...
MAIS UM ANO com poucas mangas. O que está acontecendo com as
mangueiras ? Então valorizamos as poucas mangas colocando fatias na salada, que
também fica muito boa com maçã-verde ou kiwi em pedacinhos, além de nozes e/castanhas meio trituradas. Na passagem do ano, foi o que Dalva e eu
comemos, com salmão assado, um casal em casa, brindando à lua, sem música, sem
cantoria, sem contagem regressiva , apenas juntos e em paz. Depois botamos tampões
nos ouvidos e fomos dormir, para amanhecer renascendo cedinho.
PASSARINHA fez ninho de barro e palha no alto de uma pequena
bananeira, à altura de nossa vista. Basta ficar na ponta dos pés para ver os
cinco ovinhos. Ela sempre voa quando chegamos perto da bananeira, e fica
cantando ou ralhando nas árvores em redor. Olhamos rapidinho e deixamos o ninho
em paz, ela logo volta, vemos de longe com os binóculos. É o ninho mais bem
feito até hoje na chácara, superando a sacolinha de palha trançada dos anambés
ou o pequeni-ninho pingente dos beija-flores.
POENINHO : Tomara que os cinco ovinhos/virem aves em cantata/ na
matutina sonata/ ou concerto vespertino.
( Texto do escritor DOMINGOS PELLEGRINI d.pellegrini@sercomtel.com.br publicado no JORNAL DE LONDRINA, pag. 18, domingo,
4 de Janeiro de 2015).
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Comentários
Wanda Cobo
Adilson Silva
Olá Professor José Roberto, Parabéns pelas excelentes matérias , muito bom conhecimento para todos. muita paz e fraternidade. Londrina-Pr
Marcos Vitor Piter
Excelentes e Sabias palavras parabéns Professor um Abraço dos Amigos de Arapongas - PR.
João Costa
Meus parabéns por vc e por tudo que pude ler continue levando este conhecimento p/ todos. Forte abraço! João Batista.
--------
Meu amigo continue contribuindo com a sua sabedoria. Forte abraço... João Batista 31/10/2013
Daiane C M Santos
Parabéns, muito criativo e inteligente!
Zeze Baladelli
Oi meu amigo,entrei seu blog,parabéns querido,voce é um gentleman,um grande amigo e muito inteligente,desejo que Deus te abençoe mais e mais...super beijo...
MARINA SIMÕES
Caro amigo Roberto, muito obrigada por suas sábias e verdadeiras palavras. Como é bom encontrarmos no nosso dia adia pessoas que comungam nossas idéias, nossas críticas, ou mesmo comentário sobre determinados assuntos. Eu procuro escrever e mostrar mensagens de
fé, de esperança, ou mesmo um alento carinhoso para nós que vivemos um mundo tão cruel, egoísta e caótico. Estou tentando escrever um comentário sobre seus textos. Parabéns, eu os tenho como que a "arquitetura" com as palavras. É um estilo totalmente seu, e meu amigo é simplesmente estimulante. Ele nos faz pensar e isto é muito bom. Um grande abraço. Marina.
fé, de esperança, ou mesmo um alento carinhoso para nós que vivemos um mundo tão cruel, egoísta e caótico. Estou tentando escrever um comentário sobre seus textos. Parabéns, eu os tenho como que a "arquitetura" com as palavras. É um estilo totalmente seu, e meu amigo é simplesmente estimulante. Ele nos faz pensar e isto é muito bom. Um grande abraço. Marina.
JOÃO RENATO
Aqui estou eu novamente é impossivel não entrar aqui para vê estas maravilha por vc postada. Forte abraço do seu amigo hoje e sempre...........
ADALGISA
Parabéns! meu amigo querido!!!Adorei seu blog, mensagens lindas e suaves como a tua persoalidade e seu jeito de ser!!!Abraços e beijos.
TIAGO ROBERTO FIGUEIREDO
Parabéns professor José Roberto seu blog está divino..abs !
JAIRO FERNANDES
Olá, Querido Professor José Roberto! Fiquei muito emocionado com suas mensagens postadas, gostaria muito de revê-lo novamente após muitos anos, você fora meu professor e tenho muita saudade, gostaria que enviasse-me o seu endereço.ʺ Deus te ilumine sempreʺ Pois fazes parte de minha história de vida.
ALICE MARIA
Oi tio.Muito lindo seu cantinho na internet. Tô de olho. Lembro também de algumas coisas lá da Serra, principalmente da venda do vô Rubens. Beijo ,Alice Maria.
WANDA COBO
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