O nome Sépsi, da nova fase da Operação Lava Jato, é um recado bem claro da Polícia Federal (PF) sobre a corrupção na política e nos órgãos públicos brasileiros. Se recorrermos ao site de um dos médicos mais famosos do País, Drauzio Varella, encontramos a definição de sépsi como “uma doença sistêmica acentuada diante de uma infecção, na maior parte das vezes causada por bactérias”. Em sua explicação, Vallera lembra que a doença pode provocar a falência de múltiplos órgãos. É o que se está vendo com o desdobramento da Lava Jato, que revelam a roubalheira generalizada indo além da Petrobras e atingindo outras empresas. Na operação realizada ontem, foi preso em São Paulo o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, nome ligado ao presidente afastado da Câmara dos Deputados , Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Empresários de grandes grupos, como JBS e Gol Linhas Aéreas também foram alvos de mandados de busca e apreensão. A Sépsia é resultado das delações premiadas de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal. O objetivo é investigar um suposto esquema de pagamento de propinas para liberação de recursos do Fundo de Investimentos do FGTS , administrado pelo banco. Segundo Cleto, Eduardo Cunha teria recebido propinas em 12 operações de grupos empresariais que tiveram aportes milionários do FGTS. O ex-vice da Caixa relatou que tinha reuniões semanais com o peemedebista, em Brasília, para informar detalhadamente quais grupos buscavam apoio do banco público. A partir dali, segundo o delator, os dois definiam quem seria alvo de achaque. Se a denúncia se confirmar, Cunha seria o beneficiário de 80% do total da propina operada no esquema da Caixa. Os desdobramentos da Lava Jato e revelações de esquemas grandiosos além da Petrobras nos levam a questionar: haverá um ponto final nas investigações? Como concluir uma operação que parece não ter fim? Por enquanto, a única certeza é a de que não adianta somente prender os culpados. É preciso prender e punir severamente os políticos corruptos e promover com urgência a reforma do sistema político brasileiro. (FOLHA OPINIÃO opiniao@folhadelondrina.com.br página 2, sábado, 2 de julho de 2016, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA).
sábado, 2 de julho de 2016
CÓDIGO FLORESTAL NÃO PROTEGE BEM ESPÉCIES, DIZ ESTUDO
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| A interferência humana na Amazônia, mesmo em pequena escola, pode prejudicar espécies como o gralhão (esq) e ararajuba (dir.), que só se estabelecem em locais mais remotos. |
Para autores de pesquisas publicada na “Nature”, preocupação unicamente com tamanho da área preservada não resolve a questão
O novo código florestal pode estar falhando na proteção do ecossistema da Amazônia. Um estudo, desenvolvido a partir da parceria de 18 instituições de vários países, entre eles a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a USP e a Imazon, mostrou que apenas preservar a mata nativa não garante a conservação da biodiversidade. A pesquisa foi publicada nesta quinta (29) na revista “Nature”.
O foco do estudo foi o Pará, onde ocorreu, entre 1988 e 2015, 34% de todo desmatamento da floresta amazônica brasileira. Das 36 regiões analisadas no estado, 31 apresentavam algum vestígio de mata nativa e e cinco estavam totalmente desmatadas. Ao todo foram encontradas 1.538 espécies de plantas, 460 de pássaros e 156 de besouros. Mamíferos não foram considerados na pesquisa.
Ignorar a atividade madeireira, os incêndios e a fragmentação das áreas de floresta é o erro da política ambiental brasileira, segundo os autores. As análises feitas indicam que estas interferências são tão danosas para a biodiversidade quanto o próprio desmatamento.
Os resultados mostram também que as espécies com maior risco de extinção, como pássaros endêmicos (somente encontrado em determinada região), são a mais afetadas. Mesmo propriedades com 80% da mata nativa preservada sofreram perdas relacionadas à conservação ambiental. Esse é o percentual de preservação exigido pelo código florestal nas propriedades amazônicas.
Além da proteção quantitativa das florestas tropicais, o estudo sugere a preocupação com a qualidade de preservação das matas restantes.
Uma ideia seria criar conexões entre áreas de preservação, utilizando fazendas ociosas como corredores para trânsito de espécies. (PHILLIPPE WATANABE – Colaboração para a FOLHA, CIÊNCIA + SAÚDE, quinta-feira, 30 de junho de 2016, publicação do jornal FOLHA DE S. PAULO).
sexta-feira, 1 de julho de 2016
POESIA COM ALMA
Escritor que faz sucesso nas redes sociais com poemas feitos em uma máquina de escrever cria versão em livro caprichada
“ ESCREVER É ESCULPIR sentimentos, é materializar de alguma forma algo que sentimos em palavras, é uma maneira de me conhecer e explorar a minha própria geografia.” A frase é do escritor Zack Magiezi, que ganhou, primeiro, a consagração do público nas redes sociais para, depois, reunir seu trabalho em um livro, o recém-lançado Estranheirismo. Zack tem mais de 500 mil seguidores no Instagram e supera os 300 mil no Facebook com seus poemas curtos e que tocam a alma. Em tempos de rigidez e de palavras ásperas, Vida Simples conversou com Zack Magiezi sobrea a emoção que brota das palavras.
Qual sua motivação para começar a postar poesias? Comecei em 2012, mas não era rotineiro. Em 2014, criei a minha página no Facebook chamada Estranheirismo. Nela comecei a colocar os textos com o objetivo de ter tudo em um lugar só e ganhar um espaço onde eu poderia falar do meu mundo, dos meus sentimentos e também das minhas angústias.
Como você enxerga a sua escrita? Eu não fico muito tempo pensando na minha maneira de escrever. É algo natural para mim. Talvez seja minha maneira de gritar sem sons, são coisas intensas e sentimentais, coisas de uma pessoa intensa. Talvez os meus gritos encontrem outros gritos por aí. Não sei se é literatura, mas é extremamente humano.
A palava tem a capacidade de transformar o outro? Recebo vários desabafos de pessoas que passaram um tempo anestesiadas. A maioria fala de como a minha escrita as tocou e mostrou o quanto a vida é urgente. Fico muito contente. Pois sou um entusiasta da liberdade e da imperfeição, temos que ser quem somos. As pessoas me falam de recomeços, das tristezas e das alegrias, me falam da sua humanidade. Quando leio essas histórias, fico com a sensação que estou no caminho certo. A palavra é por si só um transformador, os escritores que li mudaram e ainda mudam a minha vida. (EDIÇÃO E TEXTO ANA HOLLANDA, página 54, ACHADOS. Revista VIDA SIMPLES, Edição 171, JUNHO 2016, Impressa na Gráfica ABRIL).
COM SUCATAS E SEM MERCÚRIO, RIO-16 QUER MEDALHAS MAIS SUSTENTÁVEIS DA HISTÓRIA
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| Funcionário da Casa da Moeda do Brasil trabalha em uma medalha paraolímpica que vai ser utilizada nos Jogos do Rio |
Restos de espelhos e chapas de raio-x passam longe do pensamento de um atleta quando imagina como seria o auge da sua carreira, mas essas sucatas estarão presentes nas medalhas do Rio-16.
Produzidas pela Casa da Moeda, as 5.130 medalhas foram desenvolvidas com a promessa de serem as mais sustentáveis da história olímpica.
“Algumas possibilidades foram efetivamente realizadas, como o ouro 100% isento de mercúrio em sua extração e a prata em que 30% é de reciclagem”, disse o superintendente da Casa da Moeda, Marcos Pereira, no local de produção, zona oeste do Rio.
Segundo Pereira, a ideia é estimular grandes empresas a trabalhar com ouro que atenda aos critérios de sustentabilidade, uma vez que o mercúrio pode contaminar o ambiente, populações ribeirinhas e a cadeia alimentar.
A principal matéria-prima das medalhas de ouro é a prata, que vem de resíduos de espelhos, desembaraçadores de para-brisas de carros, soldas ou até chapas de raio-x.
Com 92,5% de pureza, a prata recebe um acréscimo em sua composição metálica de seis gramas de ouro, de 99,9% de pureza, tornando-se então da cor que representa os campeões dos jogos.
O cobre das medalhas de bronze também é de origem reciclada, mas de materiais da própria Casa da Moeda.
ARTESANAL
As medalhas levam no mínimo 48 horas para serem produzidas, em um processo quase artesanal. Equipes se revezam 24 horas por dia.
Apesar das máquinas de ponta para modelagem, os primeiros modelos foram fetos pelas mãos de artistas como o gravador Nelson Neto Carneiro, servidor da Casa da Moeda há mais de 40 anos.
O desenho da deusa grega Nike, que representa a vitória, é exigência do Comitê Olímpico Internacional (COI) e foi ajustado manualmente para maior precisão. Posteriormente, são adicionado digitalmente novos elementos, como um estádio e a legenda abaixo da imagem.
“ É um sentimento de conquista. A gente faz o trabalho e o vê no peito dos atletas, que fizeram um esforço enorme para conquistar, porque são pouquíssimos que vão conquistar “, disse Carneiro.
A produção da Casa da Moeda também pretende criar um legado no que diz respeito às medalhas paraolímpicas, segundo Victor Hugo Berbert, gerente da seção de medalharia: pequenas esferas de aço inox colocadas dentro das medalhas geram sons diferentes de acordo com a classificação.
“ A gente percebeu que era possível fazer sons se variássemos as esferas. Daí veio a ideia de fazer sons diferentes para ouro, prata e bronze. ( DA REUTERS, COTIDIANO, B7 ESPORTE ,espaço FOCO, quinta-feira, 30 de junho de 2016, publicação do jornal FOLHA DE S. PAULO).
DEPRESSÃO CRESCE COM O DESEMPREGO
Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e divulgada ontem mostrou que, em 2013, um pouco mais de 10% dos brasileiros com idade acima de 18 anos e que estavam fora do mercado de trabalho sofriam de depressão. Levando em conta o agravamento da crise econômica nesses três últimos anos, não será uma surpresa se esse índice crescer ainda mais quando a próxima análise for divulgada. O trabalho do IBGE levou em conta um total de 61,8 milhões de desempregados. As informações fazem parte de um estudo maior, a Pesquisa Nacional de Saúde 2015 – Indicadores de Saúde e Mercado de Trabalho. O levantamento contabilizava, na época, a existência de cerca de 160 milhões de pessoas integrando a População em Idade Ativa (PIA) do País, em um universo de 200,6 milhões de pessoas, segundo o censo 2010. Quando se analisa os brasileiros em idade ativa desocupados (5,7 milhões fora do mercado de trabalho, mas procurando emprego) em 2013, o percentual cai para 7,5%. Entre as pessoas fora do mercado de trabalho (que não trabalhavam, nem procuravam emprego, embora em idade ativa), o total passa a 7,6%, o equivalente a 11,2 milhões. O percentual menor de trabalhadores com depressão foi verificado entre a população ocupada: 6,2%. O levantamento traz outro dado preocupante: 12,6% da população com idade ativa que está fora do mercado de trabalho consumiam algum tipo de remédio para dormir. As análises, feitas em convênio com o Ministério da Saúde, comprovam que o desemprego é mesmo devastador e suas consequências ultrapassam as questões econômicas. Cada trabalhador pode reagir de maneira diferente à perda do emprego. Isso depende de muitos fatores, como modo de encarar as adversidades que a vida apresenta. Depende também do “tempo de casa”, da experiência de vida, da situação financeira da família. A incidência dessa doença vem crescendo ano a ano e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), de 1900 a 2013 o número de pessoas com depressão e ansiedade aumentou de 416 milhões para 615 milhões em todo o mundo. Diante disso, é importante que as autoridades públicas brasileiras encarem o problema com muita atenção e direcione recursos financeiros para os serviços de saúde mental. (FOLHA OPINIÃO opiniao@folhadelondrina.com.br página 2 sexta-feira. 1 de julho de 2016, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA).
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Comentários
Wanda Cobo
Adilson Silva
Olá Professor José Roberto, Parabéns pelas excelentes matérias , muito bom conhecimento para todos. muita paz e fraternidade. Londrina-Pr
Marcos Vitor Piter
Excelentes e Sabias palavras parabéns Professor um Abraço dos Amigos de Arapongas - PR.
João Costa
Meus parabéns por vc e por tudo que pude ler continue levando este conhecimento p/ todos. Forte abraço! João Batista.
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Meu amigo continue contribuindo com a sua sabedoria. Forte abraço... João Batista 31/10/2013
Daiane C M Santos
Parabéns, muito criativo e inteligente!
Zeze Baladelli
Oi meu amigo,entrei seu blog,parabéns querido,voce é um gentleman,um grande amigo e muito inteligente,desejo que Deus te abençoe mais e mais...super beijo...
MARINA SIMÕES
Caro amigo Roberto, muito obrigada por suas sábias e verdadeiras palavras. Como é bom encontrarmos no nosso dia adia pessoas que comungam nossas idéias, nossas críticas, ou mesmo comentário sobre determinados assuntos. Eu procuro escrever e mostrar mensagens de
fé, de esperança, ou mesmo um alento carinhoso para nós que vivemos um mundo tão cruel, egoísta e caótico. Estou tentando escrever um comentário sobre seus textos. Parabéns, eu os tenho como que a "arquitetura" com as palavras. É um estilo totalmente seu, e meu amigo é simplesmente estimulante. Ele nos faz pensar e isto é muito bom. Um grande abraço. Marina.
fé, de esperança, ou mesmo um alento carinhoso para nós que vivemos um mundo tão cruel, egoísta e caótico. Estou tentando escrever um comentário sobre seus textos. Parabéns, eu os tenho como que a "arquitetura" com as palavras. É um estilo totalmente seu, e meu amigo é simplesmente estimulante. Ele nos faz pensar e isto é muito bom. Um grande abraço. Marina.
JOÃO RENATO
Aqui estou eu novamente é impossivel não entrar aqui para vê estas maravilha por vc postada. Forte abraço do seu amigo hoje e sempre...........
ADALGISA
Parabéns! meu amigo querido!!!Adorei seu blog, mensagens lindas e suaves como a tua persoalidade e seu jeito de ser!!!Abraços e beijos.
TIAGO ROBERTO FIGUEIREDO
Parabéns professor José Roberto seu blog está divino..abs !
JAIRO FERNANDES
Olá, Querido Professor José Roberto! Fiquei muito emocionado com suas mensagens postadas, gostaria muito de revê-lo novamente após muitos anos, você fora meu professor e tenho muita saudade, gostaria que enviasse-me o seu endereço.ʺ Deus te ilumine sempreʺ Pois fazes parte de minha história de vida.
ALICE MARIA
Oi tio.Muito lindo seu cantinho na internet. Tô de olho. Lembro também de algumas coisas lá da Serra, principalmente da venda do vô Rubens. Beijo ,Alice Maria.
WANDA COBO
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