quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

CRIATIVIDADE REDUZ DESPESAS



     Algumas pessoas defendem que ser criativo é algo genético, que a pessoa nasceu com esse dom. Outros pensam que é um processo e que, se houver dedicação correta, ela pode se desenvolver. Acredito que o ser humano é um misto de questões genéticas com  o  meio, misturando um pouco os dois conceitos.
     Certo ou errado, a manipulação do meio é fortemente utilizada pra se vender coisas ao consumidor nos mais diversos lugares, supermercados, shopings, feirões  imobiliários, etc. Cria-se um ambiente favorável aos negócios, espalham-se cuidadosamente estímulos ao redor. A música é sempre ligeiramente alta, agitada e o cheiro dos ambientes, em alguns casos, como concessionárias de veículos e quartos de hotel, é claramente manipulado para  que o consumidor  se sinta bem à vontade e consuma bastante.
     Dentre as saídas mais fáceis de serem utilizadas para a redução de despesas temos o uso da criatividade nas mais variadas situações: o fazendeiro que usa o estrume do boi para  alimentar  os peixes, o sistema de coleta de água usado em alguns aeroportos para os banheiros públicos; as telhas transparentes que aumentam a luminosidade  interna das casas durante o dia. Há milhares de outras situações que demonstram a força da criatividade como mecanismo de redução de despesas nas atividades do ser humano.
     Algumas saídas criadas pelas pessoas têm funcionado muito bem no tocante a redução de despesas: levar a marmita para o trabalho, trocar o carro pela bicicleta, trocar as saídas para  restaurantes por  receber amigos em casa, trocar equipamentos mais antigos por novos que gastam menos. Há ainda o compartilhamento de caronas, a mudança pra um local mais perto de ponto de ônibus ou metrô, compra de um imóvel  menor e mais bem localizado, troca da empregada doméstica por uma faxineira, entre outras.
     Não há limites para a criatividade humana. E quando pensamos em novas iniciativas que reduzem as despesas do dia a dia, podem os aproveitar as inovações tecnológicas, como  o Skype, utilizado por muitos para reduzir ligações internacionais e interurbanas. Outra tecnologia que vem se popularizando no intuito de reduzir as contas de celular é o WhatsApp, software de conversas instantâneas e gratuitas.
     Muitas coisas ainda irão surgir com o objetivo  de te  fazer você economizar , como os drones, que prometem revolucionar a logística, e os carros sem condutores. Enquanto elas não se popularizam, o jeito é analisar as despesas e buscar maneiras próprias para economizar, Fique atento aos pequenos gastos do dia a dia e descubra como buscar alternativas mais vantajosas. Faça esse exercício e poupe! ( Texto escrito por LÉLIO BRGA CALHAU, Promotor de Justiça de defesa do consumidor do Ministério Público de Minas Gerais e coordenador do site Educação Financeira para Todos. Extraído do espaço ponto de vista, pág. 2, publicação do JORNAL DE LONDRINA, quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015)
 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A TECNOLOGIA E O AVANÇO SILENCIOSO DA PORNOGRAFIA


     Há algum tempo estamos vivendo uma cultura sexualizada  ao extremo. Na literatura, no cinema, na televisão e principalmente na internet. O conteúdo sexual está cada vez mais explícito. A popularização do acesso à internet possibilitou um salto espantoso para as comunicações e, infelizmente, trouxe consigo a proliferação também espantosa da pornografia.
     Vemos em grande parte da mídia a exploração dos corpos de forma intensa, seja nos programas de televisão ou ações de marketing de forma velada ou escancarada. Mulheres seminuas,  e mesmo nuas, desfilam pelas telas sem nenhum pudor. A superexposição dos corpos provoca a desvalorização deles próprios, que passam a ser padronizados. A angústia por não possuir corpos “padrão”  levam mulheres e homens a engordar a indústria da beleza. Cosméticos, plásticas e regimes na busca do sucesso na vida  pela beleza, assim como preconiza o marketing.
     A sociedade tem criado uma legião de descontentes  com seus corpos, em especial entre as adolescentes.  Números  de cirurgias plásticas tem aumentado entre homens e mulheres de todas as idades e os motivos, geralmente, são estéticos.
     O sexo, ou o desejo pelo sexo, tem sido a tônica das relações sociais. Agradar o paladar sexual é a missão, e, nesse sentido os jovens têm sido o alvo mais fácil.  A pornografia  avança em todas as direções pela internet. Em diversos aparelhos, imagens e vídeos se propagam em velocidade alucinante. Fotos e vídeos de namorados em poses sensuais e eróticas são  trocadas entre jovens e quase jovens. Traumas adolescentes vão surgindo com essa exposição internet adentro e famílias, envergonhadas, tendo que mudar de cidade. Futuros comprometidos.
     Silenciosamente, a pornografia vai minando o caráter da sociedade. Tornam-se comuns as relações apenas sexuais e os casos de viciados em pornografia crescem vertiginosamente. Relações estáveis e sólidas têm sido destruídas e carreiras bem sucedidas maculadas pela pornografia e o anseio sexual.
     Trata-se aqui não de simples moralismo. Casos de abusos sexuais em ambientes públicos, cada vez mais recorrentes, como ônibus, metrô, aeroportos e parques, demonstram o que esse cenário pode suscitar. Difícil medir o quanto a pornografia influenciam os abusadores, mas é certo que potencializa os instintos.
     As relações sociais, em seus diversos campos, têm muito a perder quando a satisfação dos desejos íntimos a qualquer custo é buscada.  Educadores, religiosos  e pais, principalmente, mas também todos nós devemos atentar ao avanço da pornografia. O respeito ao outro enquanto sujeito de individualidade, antes de qualquer coisa, precisa ser ensinado e compartilhado.
     As relações precisam ser muito mais que pelas satisfações de desejos íntimos. Não é m oralismo barato buscar uma sociedade saudável e de respeito entre as pessoas. ( Texto escrito por WILSON FRANCISCO MOREIRA, professor de Sociologia em Londrina. Extraído do espaço ponto de vista, pág.2, publicação do JORNAL DE LONDRINA, quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015).
    

sábado, 31 de janeiro de 2015

O PRAZER DA LEITURA


     Embora a educação, em seu sentido lato, seja mais antiga, pois educamos de muitas formas, transmitindo conhecimentos indispensáveis à vida mesmo sem qualquer inventário formal, é a invenção da escrita que marca o início da História e, talvez, até mesmo da civilização. Um sistema organizado de caracteres tornou possível registrar fatos e idéias, de modo que fossem conhecidos por outras pessoas em outros lugares e tempos, e constituiu uma das maiores realizações culturais da humanidade.
     A escrita trouxe a necessidade de ordenar e racionalizar o que será expresso, resultando em um verdadeiro salto neurolinguístico: melhoramos muito nossa capacidade de raciocinar quando aprendemos a escrever, e aprimoramos tanto mais essa habilidade,  quanto mais temos o hábito da leitura.
     Quem convive com crianças sabem que elas adoram histórias, em filmes, desenhos animados, teatro, videogames, revistas. Mas sabe também que nada supera uma história contada: o preâmbulo “era uma vez dois irmãos chamados João e Maria...” é o portal para que as  crianças se tornem João ou  Maria, percam-se em florestas escuras, entrem em casas feitas de doces, derrotem bruxas malvadas. A imaginação e a fantasia são desatadas, e medos e vitórias vividos na mente, que é onde tudo existe antes de ser realidade. Ver um ator representar um personagem é divertido, ser o personagem é  essencial, precisamente por causa dessa possibilidade de criação interna.
     Por isso, nos decepcionamos quando assistimos  a um filme baseado em um livro de que gostamos: os personagens não têm a mesma profundidade, os cenários não são como esperávamos, o ritmo da narrativa é outro, os diálogos são diferentes, tudo parece ter sido alterado. A comparação costuma  ser injusta, pois são formas de arte totalmente diferentes. Quando lemos acontece algo semelhante ao ocorrido com as crianças, criamos nossa própria história, em nosso próprio tempo; se comparamos com outra  pessoa idéia acerca de fatos ou protagonistas de um livro que ambos tenhamos lido, ficamos surpreso com o quanto as impressões são diferentes, “pessoais”, ainda que guardem total fidelidade quanto ao enredo.
     Estudiosos da aprendizagem reforçam hoje a importância da imaginação no desenvolvimento das funções cognitivas, e a leitura constitui uma das melhores formas de despertar a imaginação.  Ler é um grande prazer, como sabem até mesmo nossos jovens, os quais, na visão de outras gerações, parecem não gostar disso. Em outros tempos víamos pessoas lendo livros e jornais em público, na essência é a mesma cois que fazem os que utilizam smartphones, tablets e outros; além de servir para jogos e comunicação, esses aparelhos servem também para ler notícias e romances, exatamente como se fazia outrora.
     A frase “No princípio criou Deus o céu e a terá...”que comove e desafia religiosos e não religiosos há milênios, já foi transmitida em todas as línguas, e em todas as formas: inscrições rúnicas, papiros, pergaminhos, códices, bíblias de Gutenberg, livros, fascículos, e todos os meios eletrônicos existentes e a criar. O conteúdo valerá sempre pelo que representa.
     Mas, para os que os amam, livros são quase entes vivos. Exalam quando novos o perfume da novidade, velhos, algo que remete à primeira vez que foram lidos, são confortadores, bonitos, companheiros. Apesar de toda tecnologia, ainda não se criou nada melhor.
     Quando alguém lê histórias para crianças dá-lhes tempo e atenção; e a idéia fr que é daqueles livros que vem as maravilhas, talvez seja a maneira mais carinhosa e eficaz de formar leitores. (Texto escrito por WANDA CAMARGO, professora e assessora da presidência do Complexo de Ensino Superior do Brasil em Curitiba. Extraído do ESPAÇO ABERTO, pag. 2, publicado pela FOLHA DE LONDRINA, sábado, 31 de janeiro de 2015).

A PRAÇA



“Com esse prefixo musical, amigos ouvintes, vai para o ar o serviço de alto-falante...”  Era assim que a música enchia os céus da pequena cidade em formato de sol, com suas ruas saindo como raios da praça central.
     Reunidos na praça, jovens, crianças, senhoras que saíam da igreja e se sentavam para esticar as conversas ou simplesmente com a desculpa de esperar os filhos. Homens jogavam nos bares em volta, o  pipoqueiro simpático na profissão há décadas  sorria, namorados buscavam os cantos mais discretos,  bêbados inofensivos perambulavam por ali.
     A música continuava com interação do locutor de voz  empolgada : “E agora, amigos e ouvintes, na voz do brasa Roberto Carlos, alguém oferece a Aparecida com os dizeres da música Namoradinha de um amigo meu”.
     Logo depois, com outras informações, o locutor continuava, mais empolgado: “ E atenção, Maria de Fátima, essa música o Pedrão oferece a você com  amor, ternura e algo mais...” Receba as flores que lhe dou, com Nelson Ned, enchia o ar de romance!
     Enquanto alguns namoravam, moças e rapazes passeavam em volta da praça. Hoje não consigo ver graça nessas voltas  mas certamente era para a paquera! Se houvesse algum cara ou garota de fora, isto é, de outra cidade, fazia o maior sucesso. E novamente o locutor era o que fazia a ponte:  “Atenção, José Carlos, estão pedindo pra você apresentar a sua prima... Apresenta!”.
     Tinha umas mensagens estranhas que chegavam ao locutor por meio de bilhetes, como: alguém oferece a alguém e esse alguém saberá quem.  Um trava línguas ou mensagem secreta de algum amor proibido.
     Ouviam-se músicas românticas, da jovem guarda, algumas mais antigas, os prefixos eram clássicos  de Ray Conniff e orquestra. Ah, e tinha as sertanejas, de raiz, geralmente solicitadas pelos jovens ou adultos que moravam na zona rural e vinham para a cidade. Lembravam os aniversários, casamentos,  as festas e os velórios.  Para isso a música mudava,  tocava-se a Ave Maria e num tom sério e triste, a voz mais rouca que de costume: “Aviso de falecimento! Faleceu hoje... Aos que se fizerem presentes, a família enlutada agradece”.
     Mas a  praça ficava animada mesmo era com as festas e quermesses.  Vinha muita gente de fora e principalmente os mais jovens se assanhavam na expectativa de arrumarem um namorado novo.
     Os mais abastados entravam no salão paroquial, sentavam com suas famílias e amigos, bebiam e comiam frango assado. Nas portas, as barracas de coelho, bola na lata.
     Lá fora,  as voltas na praça eram o melhor da festa” Com a música solta, as pessoas riam, sonhavam, choravam e até brigavam. Apaixonavam-se ou rompiam-se namoros. Era música oferecida para outro amor, para o ex, com despeito, para os amigos com sincera amizade.
     “Alguém te espera no caramanchão...você   é um pão...você é a garota que minha mãe quer para nora...” e assim por diante.
     Todo aquele festival de som, sonho, paixão e desilusão, alegria pelas coisas simples, o vento conduzia em ondas pela cidade em formas de sol, iluminada pelas estrelas e pela lua, que observavam tudo e tudo guardavam no baú da saudade de um tempo e um lugar que não existem mais. ( Texto escrito por ESTELA MARIA FREDERICO FERREIRA, leitora da FOLHA, extraído da pag. 2, espaço DEDO DE PROSA,  da FOLHA RURAL,  publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA, sábado, 31
de janeiro de 2015)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CICLISMO


LONDRINENSE SE TORNA A PRIMEIRA ÁRBITRA INTERNACIONAL NO BRASIL

Elaine Syridakis é a segunda mulher do mundo a ser credenciada pela União Ciclística Internacional ( UCI )

Reportagem de MARCELO FRAZÃO  marcelof@jornaldelondrina.con.br

     Competidores de ciclismo no mundo, serão seguidos de perto, a partir de agora, por uma profissional que mora há quatro anos em Londrina. Elaine Syridakis acaba de se tornar a primeira brasileira e a segunda mulher do mundo a ser credenciada pela União Ciclística Internacional  (UCI).
     Elaine foi aprovada pelo curso teórico de árbitro internacional para a categoria Ciclismo de Estrada. Agora, com a “graduação”, também pode fazer julgamentos em competições fora do Brasil. As informações são da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), cuja sede é em Londrina.
     Elaine passou por uma bateria de testes para aprovação – todos em inglês. Falta apenas o teste prático – que ela mesma qualifica como a etapa menos complicada da certificação internacional.
     “Pela experiência com outros árbitros internacionais posso dizer que a parte mais difícil já foi superada. Agora é aguardar o contato da UCI para indicar o teste prático”, explica a comissária Elaine, em  nota da CBC.
     Ela é comissária há dez anos – nome pelo qual os árbitros são chamados no ciclismo -, influenciada pela irmã Katia , que já trabalha como comissária nacional há mais de duas décadas. Elaine começou em Santa Catarina e a sua primeira competição foi o Circuito Boa Vista, prova tradicional do calendário nacional que acontece em Joinvile. ( Extraído do espaço  esportes na pag. 14 com publicação no JORNAL DE LONDRINA, quarta-feira, 28 de janeiro de 2015).

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Comentários

Wanda Cobo

"Maravilha meu amigo, continue nos deliciando com suas ideias." W.D Londrina-Pr


Adilson Silva

Olá Professor José Roberto, Parabéns pelas excelentes matérias , muito bom conhecimento para todos. muita paz e fraternidade. Londrina-Pr

Marcos Vitor Piter

Excelentes e Sabias palavras parabéns Professor um Abraço dos Amigos de Arapongas - PR.

João Costa

Meus parabéns por vc e por tudo que pude ler continue levando este conhecimento p/ todos. Forte abraço! João Batista.
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Meu amigo continue contribuindo com a sua sabedoria. Forte abraço... João Batista 31/10/2013
Daiane C M Santos
Parabéns, muito criativo e inteligente!
Zeze Baladelli
Oi meu amigo,entrei seu blog,parabéns querido,voce é um gentleman,um grande amigo e muito inteligente,desejo que Deus te abençoe mais e mais...super beijo...



MARINA SIMÕES

Caro amigo Roberto, muito obrigada por suas sábias e verdadeiras palavras. Como é bom encontrarmos no nosso dia adia pessoas que comungam nossas idéias, nossas críticas, ou mesmo comentário sobre determinados assuntos. Eu procuro escrever e mostrar mensagens de
fé, de esperança, ou mesmo um alento carinhoso para nós que vivemos um mundo tão cruel, egoísta e caótico. Estou tentando escrever um comentário sobre seus textos. Parabéns, eu os tenho como que a "arquitetura" com as palavras. É um estilo totalmente seu, e meu amigo é simplesmente estimulante. Ele nos faz pensar e isto é muito bom. Um grande abraço. Marina.



JOÃO RENATO
Aqui estou eu novamente é impossivel não entrar aqui para vê estas maravilha por vc postada. Forte abraço do seu amigo hoje e sempre...........

ADALGISA
Parabéns! meu amigo querido!!!Adorei seu blog, mensagens lindas e suaves como a tua persoalidade e seu jeito de ser!!!Abraços e beijos.
TIAGO ROBERTO FIGUEIREDO
Parabéns professor José Roberto seu blog está divino..abs !
JAIRO FERNANDES
Olá, Querido Professor José Roberto! Fiquei muito emocionado com suas mensagens postadas, gostaria muito de revê-lo novamente após muitos anos, você fora meu professor e tenho muita saudade, gostaria que enviasse-me o seu endereço.ʺ Deus te ilumine sempreʺ Pois fazes parte de minha história de vida.
ALICE MARIA
Oi tio.Muito lindo seu cantinho na internet. Tô de olho. Lembro também de algumas coisas lá da Serra, principalmente da venda do vô Rubens. Beijo ,Alice Maria.

WANDA COBO

WANDA COBO

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