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sábado, 4 de fevereiro de 2017

A SUB-REPRESENTAÇÃO FEMININA NA POLÍTICA


   Em pleno século 21, as mulheres brasileiras continuam com baixa representatividade na política do País. Em que pese a mulher constituir-se maioria na população do Brasil – elas somam 107 milhões entre os 210 milhões de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)-, ela ocupa poucos espaços nas principais instâncias do poder. Nem mesmo o estabelecimento de cotas ou percentuais de candidatos nas siglas partidárias, ao longo dos últimos anos, foi capaz de mudar o cenário. E o que se vê nos diversos níveis dos parlamentos país afora á a predominância dos homens. 
   É o que mostra reportagem da FOLHA conforme a composição atual da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, das Câmaras de Curitiba e Londrina, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Das 54 cadeiras na Assembleia do Paraná, somente quatro são ocupadas por mulheres, o que representa somente 7,4%. Em Londrina, o índice cai para 5,2%, pois das 19 vagas em disputa em 2016, somente uma vereadora foi eleita. Em Curitiba, que no ano passado elegeu a maior bancada feminina de sua história, as oito eleitas representam 21,05% das 38 cadeiras do Legislativo da capital. A discrepância se repete em Brasília, onde na Câmara Federal há atualmente 55 mulheres (10,72%) contra 458 homens, e no Senado composto por 69 senadores e 12 senadoras (14,81%). 
   E mais uma tentativa surge agora com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 23/2015 que, brevemente, deverá ser analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CC) do Senado Federal. A proposta reserva às mulheres 30% das vagas na Câmara dos Deputados, nas Assembleias Legislativas, na Câmara Legislativa do Distrito Federal e nas Câmaras Municipais. A PEC tem ainda um longo caminho a percorrer nas duas casas do Congresso. E, como sempre, a sociedade vai precisar acompanhar de perto a tramitação da proposta. Mesmo que pequeno, a aprovação da PEC significará mais um passo rumo a um equilíbrio mais justo entre homens e mulheres na representação política. (OPINIÃO, 4 e 5 de fevereiro de 2017, página 2, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA).

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