sexta-feira, 24 de junho de 2016

LONDRINENSE PREMIADA

Simone Mazzer : destaque nacional

   A cantora Simone Mazzer subiu duas vezes ao palco do Theatro Municipal do Rio de janeiro na noite de quarta-feira, durante a cerimônia de entrega da 27ª edição do Prêmio da Música Brasileira. Além de ser escolhida para o time de intérpretes que deram voz às composições de Gonzaguinha, artista homenageada no evento, a londrinense foi premiada na categoria Revelação. 
   Antes de ser premiada, Simone Mazzer interpretou a música “Sangrando” em parceria com cantor paulistano Filipe Catto. A cantora foi selecionada para o espetáculo musical que contou com nomes como João Bosco, Alcione, Ney Matogrosso e Luiz Melodia.
   Apesar de ter iniciado a carreira musical ainda na década de 1990, em Londrina, Simone concorreu ao prêmio da Música Brasileira na categoria Revelação devido ao fato de ter lançado pelo primeiro disco solo, “Férias em Videotape”, somente no ano passado. A cantora também estava na disputa pelo troféu de melhor cantora de pop-rock ao lado de Elza Soares e Gal Costa, premio que concedido à baiana. 

   VIDEOCLIPE

   A Electro Beat Orchestra (EBO), muito conhecida pelo espetáculo ao vivo de hits da dance music e pop mundial unindo músicos clássicos, percussionistas e cantores, lança hoje, às 22 horas.no Palhano Pub, a mais nova composição autoral do grupo com exibição inédita de um videoclipe. O clip, que mostra importantes pontos da cidade de Londrina, estará disponível no domingo em todas as redes sociais. (R. Mar Vermelho, 25). (Página 2, caderno FOLHA 2, espaço MÚSICA, sexta-feira, 24 de junho de 2016, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA).

SOBRADO NA ÁROVRE





      Ajudante de pedreiro ergue barraco de dois andares na zona norte de São Paulo

   Em uma praça da Freguesia do Ó, próximo à avenida General Edgar Facó, na zona norte de São Paulo, os galhos de uma falsa-seringueira (Ficus elástica) alongam-se até formar uma copa de 35 metros de diâmetro. No alto de seus galhos, José Jesus dos Santos, 30, fez sua casa. 
   Construído há cerca de um mês , o “sobrado” ameniza as noites de frio do ajudante de pedreiro que há quase dez anos vive na rua. 
   A construção é uma segunda empreitada sobre a mesma árvore. A primeira durou alguns meses, mas foi destruída pelo fogo numa noite em que adormeceu com uma vela acesa. 
   Os dias que se seguiram ao incêndio foram de culpa por ter “maltratado” a árvore que lhe serviu de abrigo. Passou a perambular pelas regiões da Freguesia do Ó. Dormiu no cemitério do bairro. Depois foi para uma praça, onde conheceu Francisco Polli, 60. 

   UM NOVO PROPÓSITO

   Amigos de rua, Santos viu em Francisco um novo propósito e decidiu: “Tiozinho, agora que o frio está chegando, vou construir um barraco para você”, disse. “Mas como, se você não tem madeira nem um terreno?, respondeu o amigo. 
   O terreno Santos já tinha em mente qual seria. Faltava-lhe a madeira. 
   O material foi encontrado enquanto buscava latinhas nas ruas. Santos viu a madeira em uma caçamba de entulho, ao lado de uma igreja. Era uma autorização divina, acredita ele, para construir uma casa sobre a árvore da praça. 
   Ergueu quatro paredes de madeira, apoiadas nos galhos das árvores”. “A fundação foi Deus quem fez, eu só terminei a casa. A minha mansão”, conta o ajudante de pedreiro. 
   Pregou as primeiras tábuas no tronco da falsa seringueira, fazendo a seiva da árvore escorrer. “Aquilo mexeu no meu coração. Vi aquilo como se eu estivesse sangrando, machucando uma vida. Então decidi que não colocaria mais nenhum prego nela”, conta. A partir daí, Santos terminou sua casa, apoiando o restante das madeiras nos troncos.
   Dois pavimentos, telhado impermeável, uma pequena geladeira que serve de armário e uma janela improvisada feita com um compensado. 
   “Nem acreditei quando vi pronto”, conta Francisco. Ele confessa que teve medo que a construção caísse, de que não duraria um dia em pé. “Eu não queria nem subir”. 
   “É sólida”, vangloria-se Santos. O ajudante de pedreiro escala a árvore para pular em cima da construção e comprovar a segurança do imóvel. 
   O amigo dorme no primeiro andar da casa, num espaço de cerca de um metro de altura, que abriga colchão e cobertores. 
   Santos fica com o andar de cima do “sobrado”, onde dorme com um tapete surrado. A divisão dos dois andares é uma antiga porta.
   Do lado de dentro da casa, com um termômetro eletrônico é possível aferir que a temperatura pode ser 5ºC mais quente do que no exterior, o que trouxe alívio para seus dois moradores nos últimos dias de frio. “Tem noite em que tem que abir a janela, de tão quente que fica.”

   PERMANÊNCIA
 
   Agora crente que a casa é segura, Francisco teme apenas a ação da Prefeitura e da Polícia Militar. “Acho que vão nos tirar daqui”, explica. 
   “Eles não estão atrapalhando ninguém. Se saírem daí para onde eles vão? Eles estarão mais expostos na rua”, comenta a moradora da região Regina Costa, 60, que na terça (21) passava em frente à casa da árvore. 
   O temor de Francisco é justificado, já que a construção de tendas e barracas feitas por moradores de rua é proibida pela Prefeitura de São Paulo. Os dois moradores da árvore já foram inclusive abordados por agentes da gestão Haddad (PT), que está ciente do abrigo erguido por Santos. 
   Nascido no interior do Sergipe, o rapaz chegou em São Paulo há dez anos . Trabalho como ajudante de pedreiro em construtoras e como auxiliar de padeiro até que, depois de uma desilusão amorosa e o desemprego, foi parar na rua. 
   Há três meses em contato com a família, em Itabaianinha (SE), ele espera conseguir um emprego para juntar dinheiro e voltar para o Estado natal. “Quero ver meu pai, que está mal. Espero dar vários abraços nele. ( FABRÍCIO LOBEL – de São Paulo, página B4, caderno COTIDIANO, quinta-feira, 23 de junho de 2016, publicação dom jornal FOLHA DE SÃO PAULO).

JOVEM LEVA LUZ DE BAIXO CUSTO PARA COMUNIDADES POBRES


   Ao chegar em Nabiróbi, Quênia, para um intercâmbio em 2013, o brasiliense Vitor Belota Gomes, 27, se impressionou com a falta de energia elétrica nas casas e escolas. Em algumas salas, os alunos não enxergavam a própria mão. 
   Ele buscou soluções de iluminação de baixo custo e se deparou com a ONG a Liter of Light, que montava lâmpadas com garrafa PET.
   A solução consiste em encher as garrafas com água e alvejante e instalar o material nos telhados: a luz solar incide sobre o líquido e, por refração na água, ajuda a iluminar o ambiente. 
   A garrafa fornece a mesma quantidade de luz que uma lâmpada de 44 watts, e não produz emissão de carbono. Foi criado pelo brasileiro Alfredo Moser durante o apagão de 2001 e se espalhou para outros países. 
   De volta ao Brasil, Gomes, que é formado em administração, fundou a ONG Litro de Luz para disseminar a técnica, mas encontrou mais dificuldade aqui do que na África. “Diziam”: ‘quem é esse playboy que quer subir no meu telhado e instalar uma garrafa”, conta. 
   De acordo com Gomes, a maior reclamação dos moradores era a falta de iluminação nas ruas e não nas casas. A OG passou, então, a desenvolver soluções para isso. 
   Uma delas foi um poste de baxo custo com energia solar. O sistema é composto por um poste de PVC acoplado a uma placa fotovoltaica que carrega uma bateria capaz de armazenar até 32 horas de energia, acendendo pequenas lâmpadas led dentro das garrafas. Foi instalado em comunidades do Rio, de S.Paulo, Brasília e de Florianópolis. 
   O próximo passo é um projeto de iluminação sustentável em Caapiranga, cidade com 12 mil habitantes no Amazonas. “Vamos entrar na Amazônia com projeto de longo prazo. É a região mais carente de energia, onde muitos dependem de geradores a diesel que só funcionam algumas horas por dia”, diz. (AV). (COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, página 6, seminários folha caderno seminário folha, Fórum Economia Limpa, espaço Foco, quinta-feira, 23 de junho de 2016, jornal FOLHA DE S.PAULO).

LONDRINA, NOVAMENTE, NA LAVA JATO

 
   Um desdobramento da Operação Lava Jato levou para a prisão mais um político que iniciou sua trajetória em Londrina. O ex-ministro Paulo Bernardo (PT), que esteve à frente das pastas do Planejamento no governo Lula, e Comunicações, com Dilma, foi preso ontem em Brasília. Ele teria recebido pelo menos R$ 7 milhões de propinas, tornando-se alvo central da Operação Custo Brasil. Provas colhidas pela força-tarefa da Polícia Federal indicam que houve formação de organização criminosa no Ministério do Planejamento entre 2009 e 2015. Segundo a polícia, mesmo afastado do Planejamento, ele continuava operando o esquema, responsável pelo desvio de R$ 100 milhões. O dinheiro da propina veio do contrato com uma empresa de tecnologia. É um exemplo claro de como a corrupção prejudica o cidadão, pois a empresa gerenciava o sistema de concessão de empréstimos consignados a servidores públicos. O custo desse trabalho seria de R$ 0,30, mas a empresa cobrava cerca de R$ 1. A diferença na cobrança mostra o quanto foram prejudicados os funcionários que utilizaram esse tipo de empréstimo. Antes de Bernardo, a Lava Jato já tinha enquadrado outro político londrinense de expressão nacional. O ex-deputado federal André Vargas foi detido nas primeiras fases da operação. E o doleiro, Alberto Youssef, também de Londrina, preso no início das investigações, foi um dos principais delatores da Lava Jato. Se por um lado o londrinense fica aliviado ao constatar que as investigações seguem em frente e suspeitos de corrupção estão indo para a prisão para justificar seus atos, é impossível ficar feliz ao ver o nome da cidade envolvido mais uma vez na lama. São muitos os escândalos que envolvem personalidades da cidade em esquemas criminosos de desvio de dinheiro público. A corrupção anula o potencial de crescimento de uma cidade, estado ou país. Não só pelo dinheiro desviado mas gerando distorções nas contratações de prestadores de serviço e influenciando decisões de investimento. O brasileiro tem percepção de que a corrupção no país é sistêmica e conhece as consequências disso. Mas a sociedade precisa se posicionar com rigor, cobrando dos congressistas mudança na legislação que dificultem a vida dos envolvidos nesse tipo de crime. Essa mudança de postura por parte do cidadão precisa começar localmente, na eleição deste ano, quando serão escolhidos prefeitos e vereadores. ( FOLHA OPINIÃO opiniao@folhadelondrina.com.r página 2, sexta-feira. 24 de junho de 2016, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA).

quinta-feira, 23 de junho de 2016

UMA HISTÓRIA FEITA AMOR E TALENTO


   Quem hoje por aqui aporta não faz a menor ideia de como foi o início deste diário tão lido e respeitado em nosso todo Estado e País. No final da primeira metade do século passado um jovem catarinense cheio de ideias e vazio de recursos aventurou-se pelas lides jornalísticas. Lutou com as dificuldades físicas próprias das cidades iniciantes e também com a descrença da diminuta população existente naquela época em nossa região. Os desbravadores que aqui chegavam, em sua grande maioria, tinham uma índole rude, própria dos grandes desbravadores. Uns poucos, intelectualmente avançados, deram sustentação e apoio ao projeto do jovem João Milanez. Com o passar dos tempos, o jornal foi transpondo barreiras e suas caixas de linotipos, arcaicos e ultrapassados, deram lugar a uma empresa de realce, já conhecida e aceita pela população. Colaboradores, imbuídos do mesmo ideal do chefe, abraçaram a causa e começaram dar feição a este diário tão querido que hoje nos é permitido flanar pelos seus escritos.
   Ao comandante foram–se juntando pessoas que deram cara ao periódico e para citar apenas algumas poucas nos vem à memória um menino, recém-chegado de Minas Gerais, que todas as madrugadas saía pedalando em sua bicicleta pelas ruas da incipiente cidade, para entregar o tímido e iniciante jornal. Com o passar do tempo esse menino galgou posições dentro da organização e incorporou a sua origem ao nome e ficou conhecido por Mineiro. Também nos vêm à memória Estelio Feldman que nos brindava quase todos os dias, com seus escritos. Com o passar do tempo, os dois companheiros, alicerçado por sólida amizade, fundaram uma empresa para distribuir o jornal a cada ponto do nosso Estado. No início da madrugada, dezenas de fuscas perfilavam-se defronte à gráfica da Folha de Londrina, aguardando os primeiros exemplares impressos. Depois de carregados, partiam céleres aos seus destinos e que algumas vezes distavam várias centenas de quilômetros. O leitor desses pontos afastados ao abrir o seu jornal não imaginavam os périplos acontecidos para que aquilo ocorresse. (EDSON MEDARDO SCARCHETTI, bacharel em Teologia em Londrina, página 2, ESPAÇO ABERTO, quinta-feira, 23 de junho de 2016, publicação do jornal FOLHA DE LONDRINA).

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Comentários

Wanda Cobo

"Maravilha meu amigo, continue nos deliciando com suas ideias." W.D Londrina-Pr


Adilson Silva

Olá Professor José Roberto, Parabéns pelas excelentes matérias , muito bom conhecimento para todos. muita paz e fraternidade. Londrina-Pr

Marcos Vitor Piter

Excelentes e Sabias palavras parabéns Professor um Abraço dos Amigos de Arapongas - PR.

João Costa

Meus parabéns por vc e por tudo que pude ler continue levando este conhecimento p/ todos. Forte abraço! João Batista.
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Meu amigo continue contribuindo com a sua sabedoria. Forte abraço... João Batista 31/10/2013
Daiane C M Santos
Parabéns, muito criativo e inteligente!
Zeze Baladelli
Oi meu amigo,entrei seu blog,parabéns querido,voce é um gentleman,um grande amigo e muito inteligente,desejo que Deus te abençoe mais e mais...super beijo...



MARINA SIMÕES

Caro amigo Roberto, muito obrigada por suas sábias e verdadeiras palavras. Como é bom encontrarmos no nosso dia adia pessoas que comungam nossas idéias, nossas críticas, ou mesmo comentário sobre determinados assuntos. Eu procuro escrever e mostrar mensagens de
fé, de esperança, ou mesmo um alento carinhoso para nós que vivemos um mundo tão cruel, egoísta e caótico. Estou tentando escrever um comentário sobre seus textos. Parabéns, eu os tenho como que a "arquitetura" com as palavras. É um estilo totalmente seu, e meu amigo é simplesmente estimulante. Ele nos faz pensar e isto é muito bom. Um grande abraço. Marina.



JOÃO RENATO
Aqui estou eu novamente é impossivel não entrar aqui para vê estas maravilha por vc postada. Forte abraço do seu amigo hoje e sempre...........

ADALGISA
Parabéns! meu amigo querido!!!Adorei seu blog, mensagens lindas e suaves como a tua persoalidade e seu jeito de ser!!!Abraços e beijos.
TIAGO ROBERTO FIGUEIREDO
Parabéns professor José Roberto seu blog está divino..abs !
JAIRO FERNANDES
Olá, Querido Professor José Roberto! Fiquei muito emocionado com suas mensagens postadas, gostaria muito de revê-lo novamente após muitos anos, você fora meu professor e tenho muita saudade, gostaria que enviasse-me o seu endereço.ʺ Deus te ilumine sempreʺ Pois fazes parte de minha história de vida.
ALICE MARIA
Oi tio.Muito lindo seu cantinho na internet. Tô de olho. Lembro também de algumas coisas lá da Serra, principalmente da venda do vô Rubens. Beijo ,Alice Maria.

WANDA COBO

WANDA COBO

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